Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 02/09/2021

Segundo a Declaração dos Direitos Humanos, é de todos os indivíduos o direito ao abastecimento de água potável. No entanto, a escassez da água tem sido tema de discussões no país e no mundo, principalmente os impactos gerados, sejam eles sociais, ambientais ou econômicos. Acerca disso, deve-se discutir e solucionar os problemas causados por esta carência.

É primordial ressaltar que a Organização Mundial da Saúde estabeleceu que, por pessoa, são necessários, no mínimo, 50 litros de água por dia. Contudo, em lugares que esse recurso é escasso os indivíduos utilizam apenas um décimo dessa média, o que não é suficiente para usos pessoais - como beber água, que é recomendado 2 litros por dia - e domésticos. Ademais, nota-se que a proliferação de doenças é mais comum, uma vez que não se tem esse recurso em uma quantidade considerável para higiene adequado.  Outro aspecto decisivo e preocupante é a poluição, uma vez que os mananciais do mundo recebem diariamente 2 milhões de toneladas de resíduos de diversos tipos, o que afeta diretamente as camadas menos favorecidas, locais onde o consumo de água contaminada e sem tratamento é maior, e isso afeta a saúde e causa milhões de mortes por ano. O consumo de água aumentou de forma considerável, e é notório que 1,1 bilhão de pessoas apresentam dificuldades de acesso a ela em sua forma potável. O Brasil é o país com a maior quantidade de água doce (12%) do mundo, todavia, não tem tratado esse recurso de forma adequada, enfrentando uma crise hídrica, com o esgotamento de vários reservatórios, somado a ausência de chuva e a grande demanda. Em síntese, para que se minimize esse cenário, o Governo federal, aliado a estados e municípios devem realizar um planejamento estratégico a longo prazo, a fim de que se minimize o desperdício e haja a reutilização da água e que esgotos e dejetos tenham seus locais específicos para descarte, através de investimentos direcionados.