Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 02/09/2021

Vidas Secas, obra de Graciliano Ramos, conta a história de uma familia de emigrantes nordestinos que fogem da seca no sertão local no século XIX. No século XXI, a falta de água não é um obstáculo apenas para o Nordeste, mas para o país inteiro, devido ao desperdício e grande uso por parte da agricultura, o que gera efeitos em toda a população.

Á frente, vale ressaltar que a conservação da água deve ser de maior responsabilidade dos agricultores, visto que, são os maiores consumidores, pois, segundo a Agência Nacional de Águas (ANA), a cada 100 litros de água consumidos, 72 litros são utilizados na agricultura. Ademais, caso providências não sejam tomadas, o Brasil, pode viver uma crise hidríca, como a ocorrida em São Pailo em 2014.

Outrossim,  de acordo com  a Organização das Nações Unidas, cada pessoa necesita de 110 litros de água por dia para consumo próprio, porém, são utilizados mais 200 litros de água. Desse modo, bilhões de litros são disperdiçados, o que a escassez desse recurso natural. Além de que, tal disperdicío pode impactar na produção de energia hidrelétrica, pois, uma vez que os reservatórios secam,  pode faltar energia elétrica em varias regiões do país.

Portanto, são necessárias mudanças para que o racionamento de água seja efetivado. Os produtores agrícolas devem, então, investir em novas técnicas de irrigação, como a de gotejamento, em que a distribuição de água sobre a plantação é feita pelo derramamento de gotas ao invés de um fluxo constante, a fim de que se evite desperdício. Cabe ao Poder Público a criação de um programa de selos de eficiência hídrica para descargas, chuveiros e torneiras, semelhante ao selo Procel de eficiência energética, para que os cidadãos optem por produtos cada vez mais econômicos.