Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 01/09/2021
Com o surgimento da Primeira Revolução Industrial no século XVIII, a utilização de maquinários robustos e processos industriais onde a água se destacava como uma das principais fontes energéticas cresceu drasticamente. O aumento gradativo da demanda de recursos hídricos desencadeou um problema abrangente na sociedade contemporânea, a escassez de água. Em um cenário global, o surgimento de novas metrópoles e monopólios industriais faz com que a demanda de produtos e serviços cresça, aumentando por consequência o nível de água gasto por cada país. Por outro lado, regiões do mundo que carecem de infraestrutura, investimentos e educação não possuem recursos suficientes para a geração mínima de água para a população, enfrentam situações de crise.
Em primeiro plano, a má gestão dos recursos hídricos nas indústrias urge como um grande problema, uma vez que as máquinas e ferramentas utilizadas pelas empresas necessitam de água para o resfriamento e criação de substâncias químicas, que mais tarde servirão como combustível para outras etapas do processo da criação de um produto. Segundo dados fornecidos pelo site do G1, uma grande cervejaria gasta, em média, de 3 a 4 litros de água a cada litro de cerveja produzido. O processo da criação de um produto ocorre em larga escala, sendo assim, o valor de água superior gasto nas etapas de criação, se comparado à quantidade final do produto, se torna exorbitante no final da produção.
Em segundo plano, a falta de investimento e acessibilidade na área da educação provoca um efeito negativo por parte da sociedade. Com uma população cada vez mais consumista, a falta de orientação para o consumo sustentável impede que os recursos naturais sejam administrados de maneira coerente ao nível predefinido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para cada país. Segundo dados divulgados no site do Conselho Federal de Administração, no Brasil, cerca de 339 litros de água tratada são desperdiçados por dia através de atividades industriais e domésticas, como: lavar o quintal, tomar banhos longos, não desligar a torneira enquanto se escova os dentes, entre outras.
Portanto, a partir da análise aprofundada dos argumentos predispostos no decorrer do texto, urge, por conseguinte, que o governo de cada país do globo intensifique a fiscalização do gasto de recursos naturais nas empresas, por meio do envio presencial de funcionários especializados em fiscalização ambiental. Ademais, é imprescindível a colaboração da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) no investimento em educação, elaborando disciplinas escolares que envolvam a sustentabilidade e desperdício como temas centrais de debate entre alunos e professores. Tudo isso a fim de contribuir para o desenvolvimento sustentável e intelectual da sociedade e na redução dos impactos ambientais no futuro.