Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 03/09/2021
No filme Rango, a personagem sofre um acidente e vai parar no meio de um deserto em uma peuqena comunidade que sonha em obter acesso à água. Analogamente, fora das telas, vemos os impactos causados pela escassez da água. Assim, seja pela negligência governamental, a qual não promove a fiscalização das empresas, como por exemplo o agronegócio, que consome cerca de 72% da água potável do país. Seja pela, ignorância da população que não racionaliza a água, pois presume que este seja um recurso hídrico inesgotável. Essa é uma problemática que afeta o bem-estar social.
Em primeiro lugar, nesse contexto, nota-se nota-se que a negligência governamental é uma das causas da questão. Segundo a jornalista Mônicka Christi, a negligência governamental para com o povo na observância e cumprimento de sua obrigação quanto aos direitos do cidadão é uma afronta desrespeitosa a lei e justiça. Nessa lógica, em se tratando de diversas matérias, mas, principalmente, no que tange à falta d’água, percebe-se um total despreparo e inércia por parte do Estado. No sentido de que não há nenhum tipo de fiscalização em relação à questão para com as empresas agrônomas, ocasionando diversas consequências das quais o próprio Estado não demonstra competência para solucionar. Sendo assim, é inaceitável que um país que detém uma das maiores taxas de impostos do mundo, não tenha planos e meios de erradicar o revés.
Além disso, é preciso atentar que uma das causas que corrobora para o problema é a alienação da população em meio a dadas circunstâncias. Segundo Gilberto Dimenstein, jornalista e criador do Catraca Livre, o grande mal do cidadão é a bamalização do olhar, é não enxergar as mazelas sociais como a carestia de água no país, com o pensamento equivocado de este seja um recurso inesgotável. Nesse sentido, é necessário que medidas sejam tomadas para que a sociedade de modo geral possa usufruir seus direitos.
Logo, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. Para que isso ocorra, o Estado, por meio de um direcionamento de verba, deve investir em programas de fiscalização em empresas. Nesse sentido, o intuito de tal ação é comedir a utilização de água potável que é disviada da população e voltada para as indústrias de produção. Somente asssim, esse problema será gradativamente erradicado, pois conforme Gabriel O pensador, “Na ausência do presente a gente molda o futuro”.