Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 31/08/2021

Policarpo Quaresma, protagonista de Lima Barreto, tem como característica mais marcante o nacionalismo ufanista, acreditando em um Brasil mais utópico. Entretanto, o descaso com o com os efeitos da escassez de água torna o país ainda mais distante do imaginado pelo personagem. Nessa perspectiva, seja pelo vasto consumo de água, seja pelo uso exacerbado do recurso na agricultura, o problema permanece silenciosamente afetando grande parte da população e exige uma reflexão urgente.

Em primeiro lugar, é necessário destacar que esse sonho de um Brasil perfeito está distante do Brasil real, visto que o vasto consumo de água leva o país de encontro a essa concepção idealizada por Quaresma. Isso porque, diante a desarmonia na relação limita a cidadania do indivíduo que tem direito ao bem- estar social, assim o cidadão fica à mercê da própria sorte. Segundo a UNESCO, qualquer país só evoluirá quando houver políticas públicas eficazes para combater os problemas. Portanto, o legado de negligência e ignorância frente a escassez de água persiste e impede que o Brasil prospere rumo ao desenvolvimento social pleno.

Em segundo lugar, é importante salientar que uso exacerbado do recurso na agricultura, corrobora de forma intensiva para o entrave. Isso porque, a agricultura é uma atividade que demanda o uso da água para a cultura dos alimentos e a manutenção das lavouras em diferentes regiões do mundo. Dessa forma, destaca-se que o segmento do agronegócio contribui fortemente para a elevação do PIB brasileiro . Nesse sentido, é necessário que medidas imediatas sejam tomadas para que a sociedade de modo geral possa usufruir do seus direitos.

Fica evidente, portanto, que mudanças são necessárias para que a economia de água seja efetivada. Os produtores agrícolas devem, então, investir em novas técnicas de irrigação, como a de gotejamento, em que a distribuição de água sobre a plantação é feita pelo derramamento de gotas ao invés de um fluxo constante, a fim de que se evite desperdício. Cabe ao Poder Público a criação de um programa de selos de eficiência hídrica para descargas, chuveiros e torneiras, semelhante ao selo Procel de eficiência energética, para que os cidadãos optem por produtos cada vez mais econômicos.