Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 02/09/2021
A constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6º, o direito ao saneamento básico como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa os Impactos da escassez da água no século XXI, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.
Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater os Impactos da escassez da água no século XXI. Nesse sentido, vale ressaltar que a preservação da água é responsabilidade dos agentes econômicos, como agricultores, visto que são os maiores consumidores. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como o saneamento básico, o que infelizmente é evidente no país.
Ademais, é fundamental apontar o consumismo como impulsionador dos impactos da escassez da água no século XXI no Brasil. Já que para a confecção de uma calça jeans são necessários 11 mil litros de água. Diante de tal exposto o é possivel notar que o consumismo interfere diretamente para a escassez hídrica graças ao elevado gasto na confecção de bens de consumo duráveis e não duráveis.Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que os agricultores, por intermédio de novas maneiras de irrigação com o gotejamento ou o uso de poços artesianos a fim de evitar o uso excessivo de água potavel. É dever também do Governo Federal estimular a ecônomia e o reuso da água oriunda de residências e Industrias. Assim, se consolidará uma sociedade mais acolhedora, onde o Estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.