Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 03/09/2021
Na obra literária “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos, é perceptível o contínuo anseio pela sobrevivência humana, a fim de obter um direito universal inquestionável: a água. A escassez desse bem hídrico tornou-se um problema atemporal e aflige a sociedade contemporânea à medida que sua demanda e consumo aumentam. Assim, torna-se imprescindível alterar esse uso desregulado e combater a desigualdade na obtenção de tal recurso.
Em primeira análise, é importante destacar que o uso desmedido dos recursos hídricos provocam impactos à população. Segundo o filósofo Jean Paul Sartre, a responsabilidade coletiva evidencia o caminho para o real progresso da nação. Porém, uma parcela da sociedade, sobretudo indústrias e o setor agropecuário, utilizam a água de maneira abusiva e irresponsável, contribuindo com o desperdício. Desse modo, a vida de muitos indivíduos é afetada, pois a falta de água em algumas regiões impossibilita que usufruam de quantidades suficientes para garantir as suas necessidades básicas, como, por exemplo, a realização da higiene pessoal, o preparo de refeições e, principalmente, a sua ingestão, sendo, essa última, essencial para o funcionamento do organismo.
Ademais, a inoperância estatal é grande responsável pela falta de água em muitas regiões do Brasil. Isso porque as autoridades governamentais responsáveis pela administração dos recursos hídricos não executam os diversos planos vanguardistas, que não chegam nem a ser colocados em prática por falta de financiamento ou limitada capacidade de acompanhamento e execução. Por consequência, o Brasil possui cerca de 45 por cento de seus domicílios sem acesso a rede de água, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, afetando não só a execução das atividades diárias dos cidadãos, como também a produção de alimentos ,o que pode fazer o país regressar ao mapa da fome.
Sendo assim, é indispensável a adoção de medidas capazes de assegurar o equilíbrio dos impactos da falta de água no século XXI. Posto isso, cabe todos os presidentes em parceria com a ONU (Organização das Nações Unidas), elaborarem medidas urgentes, não só no Brasil, mas também em escala global, para que os problemas da falta de água possam ser solucionados através de programas de redistribuição hídrica e multas altas para aquelesque ultrapassarem os limites de consumo de água mensal estabelecidas por esses tais programas. Outrossim, é preciso que nas escolas, professores em parceria com o governo de seus países, possam estar elaborando um plano estudantil, de forma que proporcionem palestras, entre alunos e professores sobre a importância do consumo da água. Assim, os impactos da escassez serão minimizados.