Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 02/09/2021

Na Antiguidade Oriental, as civilizações do Egito e da Mesopotâmia desenvolveram-se às margens de rios e criaram um complexo sistema de drenagens para o manuseio da agricultura. A partir disso, a água passou a ser utilizada em muitas funções e tornou-se um recurso indispensável para a vida humana. Entretanto, atualmente, a sociedade vem sofrendo com os impactos oriundos da escassez hídrica e, principalmente, pelo seu mau uso. Nesse contexto, cabe analisar a falta de manejo de água, bem como o agravamento do problema ocasionado pelo crescimento populacional.

Em primeiro lugar, um dos fatores que mais corroboram à problemática é a negligência dos órgãos governamentais em tratar o assunto sem prioridade, deixando vários países em condições sub-humanas de sobrevivência devido ao precário saneamento básico. Segundo a ONU estima-se que já existem cerca de 1 bilhão de pessoas que carecem de acesso à água potável. A maioria dos países da África, convivem com essa escassez diariamente, mas, como o pensamento atual é pautado na economiae lucro dentro da política, a água fica em segundo plano. Consequentemente, com a falta de tratamento adequado quanto ao assunto as pessoas ficam submetidas ao contato com inúmeras doenças e correndo risco de vida.

Pode-se levar em consideração, também, o crescimento populacional, em virtude da maior demanda de recursos naturais. Coo prova disso, está o aumento da produção de alimentos e da quantidade de água necessária para fabricá-los. A maioria dos produtos que chegam no mercado utilizam, em alguma etapa de sua fabricação, uma quantidade grande de água, e essa quantidade passou a ser chamada de “água virtual”. Um quilo de arroz, por exemplo, até chegar nos supermercados, utiliza em torno de 3000 litros de água no seu processo de produção e transporte.

Infere-se, portanto, a premência da busca por soluções viáveis a essa probleática. A primeira delas é o papel das Universidades, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente, de propor um sistema de ajuda humanitária que leve água potável para as reiões menos favorecidas. Tabém é dever do Governo Federal criar fundos de investimento destinados ao desenvolvimento sustentável voltado para os recursos hídricos, para evitar um colapso no consumo dos cidadãos.