Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 03/09/2021
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) é assegurado a importância de no mínimo 50 litros de água por pessoa para que sejam garantidas as necessidades diárias básicas. Entretanto, o grande consumo desse recurso por parte da indústria, da agropecuária e do consumo próprio de maneira irregular é responsável pela sua inconsistência nos dias atuais. Assim, mostra-se relevante pensar nos impactos da escassez da água no século XXI, uma vez que eles resultam em sequelas para economia do país e consequentemente afetam a população, configurando as maiores problemáticas desse pernicioso cenário.
Em primeiro plano, é notório destacar os impactos na economia de um país devido a escassez da água. Isso porque, diversos países a tem como base econômica. Prova disso recai em relação ao Brasil, país esse no qual a hidráulica representa mais de 60% da sua matriz elétrica de acordo com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Logo, em uma crise hídrica ocorrida em 2021, o país precisou adicionar uma nova bandeira tarifária equivalente a mais de R$10,00 nas contas de energia da população.
Ademais, cabe ressaltar as consequências que afetam diretamente a população. Esse contexto envolve a carência do recurso hidráulico tendo em vista que prejudica entre diversos outros problemas a mitigação das doenças relacionados à saúde. Isso dado que, mais de um bilhão de pessoas não tem acesso à água tratada no mundo, fazendo com que esse fator seja responsável pelo falecimento de mais de 10 milhões de pessoas por ano devido a ingestão dessa água imprópria de acordo com a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB). Logo, torna-se urgente reconhecer que esse processo resultou hoje em malefícios a sociedade.
Portanto, com o objetivo de minimizar os impactos da escassez da água no século XXI, é dever do Governo Federal juntamente com o Conselho Estadual de Recursos Hídricos (CERH) garantir e estimular a utilização correta do recurso hídrico por meio de metas que visam a economia e reuso da água vinda das grandes empresas e até mesmo residencial. Outrossim, cabe ao Ministério do Meio Ambiente junto com as Entidades Estaduais afiançar a distribuição correta e regular a partir da fiscalização afim de que a distribuição seja feita com equidade entre os setores do país. Somente assim, será possível usufruir dos recursos hídricos de maneira a evitar o seu desperdício e fazer dele contínuo.