Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 12/10/2021

“O animal é tão ou mais sábio que o homem: conhece a medida de sua necessidade, enquanto o homem a ignora.” Citando a frase do filósofo Demócrito e reconhecendo a importância da água para humanidade e sua escassez no século XXI, pode-se evidenciar a total falta de conscientização que se alastra há anos. Nesse contexto, torna-se evidente que o uso descabido desse recurso mais cedo ou mais tarde traria consequências para todo o planeta. Nesse sentido, é necessário analisar tal quadro, intrinsecamente ligado à agropecuária e à poluição industrial.

Em primeiro plano, deve-se enfatizar que a maior parte do planeta Terra é constituído de água (75%), entretanto, o que as pessoas realmente precisam saber é que mais de 97% desse total não pode ser consumida e nem utilizada para limpeza e higiene pessoal. Dentre os vários motivos que geram escassez do pouco recurso que se sobra, estar a agropecuária, que se faz responsável por cerca de 70% do uso necessário da água potável no mundo, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU). Nesse viés, a falta de recurso hídrico na agricultura irrigada, pode provocar quedas na produção de alimentos, promovendo aumento dos preços no mercado internacional, causando a indisponibilidade de produtos e prejudicando principalmente a parte da população mais pobre do planeta.

Ademais, a poluição industrial causada pelas grandes empresas que despejam dejetos poluentes em rios, contribuem ainda mais para a diminuição da pouca parcela de água que poderia ser usada para o consumo humano. Ao passo que alguns processos industriais são altamente poluentes em virtude dos compostos utilizados, a poluição de rios, nascentes e lençóis freáticos causa a morte de milhares de animais e tornam a água dos locais afetados impróprio para o consumo humano. Com isso, a população de ribeirinhos que fazem o uso do rio como único recurso, são obrigados a consumir água imprópria para o consumo, contendo metais pesados e agrotóxicos, acarretando problemas de saúde, podendo provocar até mesmo câncer com a sua ingestão.

Pode-se perceber, portanto, que medidas públicas são necessárias para alterar esse cenário. Sendo assim, cabe ao governo federal por meio do Ministério do Meio Ambiente lançar um programa que crie normas para serem seguidas por todas as empresas de agropecuária no país, adotando o manejo de água sustentável, como o gotejo, que diminui consideravelmente o desperdício nas lavouras. Outrossim, o governo federal nesse mesmo plano, deve fiscalizar às indústrias, garantindo que a água usada por elas passem por tratamento para diminuir os poluentes a ponto de não afetarem a qualidade das águas dos rios, dessa maneira, preservando esse recurso e colaborando para a manutenção e disponibilidade da água potável para todos.