Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 23/09/2021
No filme “Interestelar”, escrito por Christopher Nolan, nota-se um panorama onde a Terra está à beira do colapso, com o esgotamento quase total de todos os recursos naturais, inclusive a água, tornando o ambiente inabitável em completo caos. O filme relata um cenário fictício, mas que pode vir a ser realidade, uma vez que a água é de suma importância para a sobrevivência humana, sua escassez resultaria em graves tribulações na sociedade. Portanto, é mister dar a devida atenção ao uso inconsequente de água pelos brasileiros e os impactos sociais que sua escassez pode gerar.
O fato de que 12% da água potável existente está no Brasil, dá ao povo a falsa ideia de abundância, mas essa porcentagem de água potável está distribuída de forma irregular pelo país, afirma o Instituto Trata Brasil, que a Amazônia tem menor número de habitantes e dispõe de 80% da água superficial, já o Sudeste, com maior número, dispõe de apenas 6% desse recurso. Regiões também marcadas pela forte presença da agricultura, estão sujeitas a maior gasto deste recurso, sendo a atividade agrícola responsável por 70% do gasto da água que era predestinada ao uso cotidiano da população.
Em consequência disso, em períodos do ano de pouca chuva, são feitos racionamentos de água nas casas, podendo ficar até uma semana sem água, gerando muitos transtornos nas atividades diárias, mas não sendo pior do que a total falta d’água, sendo exemplo o Nordeste brasileiro, que de acordo com o site g1.com, foi o país menos abastecido com água potável em 2019 no período de falta de chuvas, deixando a população nordestina desfalcada em alimentação, saneamento básico e bem estar.
Deste modo, é imperativo visar medidas que resultem os impactos da escassez de água no século XXI, para isso, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação precisa fazer pesquisas e aprovar um método de dessalinização da água do mar, para que possa ser usada nas atividades domésticas e destinada ao consumo. Paralelamente, o Ministério dos Direitos Humanos deve recorrer às empresas hídricas privadas, para que haja distribuição igual de água em todo país, contando com as ONGs (Organizações Não Governamentais), para promover campanhas, junto às mídias sociais, a fim de promover o uso mais ecológico e rentável da água, sugerindo usá-la limitada em baldes e/ou reaproveitar a água gasta em máquinas de lavar roupa para outros fins domésticos. Com isso, será possível controlar o uso inconsequente de água e formar cidadãos com hábitos mais sustentáveis.