Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 23/09/2021

Na obra “Dialética do Esclarecimento”, dos filósofos Adorno e Horkheimer, é destacado que o homem, através do esclarecimento, tenta dominar a natureza. Analogamente, no Brasil, é visto que, no cenário político ambiental, o brasileiro coloca a natureza e os recursos ambientais, como a água, a seu dispor, de maneira como se não houvesse limites e consequências futuras.

Segundo o SAE (Superintendência de Água e Esgoto), o brasileiro consome em média 200 litros de água por dia, 90 litros a mais do que o recomendável pela ONU (Organização das Nações Unidas). Ainda conforme a ONU, a escassez de água é intrínseca para que ocorra a pobreza, visto que a falta desse recurso fomenta ainda mais a desigualdade social.

Outrossim, a degradação ambiental no Brasil, causada pelo desmatamento, é inerente à escassez dos níveis pluviométricos dos rios, de acordo com a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária). Consoante ao Instituto Ecofuturo, por exemplo, 70% da chuva de São Paulo depende do vapor de água da Floresta Amazônica e a sua redução, ocasionada pelo desmatamento, seria capaz de causar consequências seríssimas ao abastecimento de água na cidade.

No Brasil, é fato que o desmatamento é imprescindível para a escassez de água. Dessa forma, fazem-se necessárias ações do Governo Federal, através do Ministério do Meio Ambiente, de fiscalizar e punir as atividades de desmatamento. Cabe também à mídia, através de seus meios midiáticos, como a televisão e revistas, conscientizar a população sobre a importância e a necessidade do racionamento de água, em atividades domésticas, por exemplo. Tais atitudes seriam fundamentais para fornecimento desse recurso para todos, e mudaria a “posição” do homem perante a natureza, passando de dominador, a protetor.