Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 29/09/2021
Segundo Tales de Mileto, filósofo grego, a arché do universo é a água, ou seja, o elemento teria originado tudo. Entretanto, na contemporaneidade, o recurso hídrico não é visto com tanta importância como é apontado na filosofia de Tales, de forma que a água tem se tornado escassa, principalmente pela má gestão pública, que impacta diretamente na saúde da população e na geração de energia. Assim, cabe ao Estado e a sociedade analisar a situação, a fim de revertê-la.
Dito isso, deve-se afirmar que o gerenciamento estatal é ineficaz em relação ao setor hídrico. Diante disso, a falta de uma gestão eficiente do governo, como o fornecimento e o tratamento de água para a população, principalmente para os moradores da periferia, que são negligenciados, de maneira que muitas moradias do país não possuem saneamento básico, é prejudicial à saúde do corpo social. Nesse sentido, há uma parcela de brasileiros que, devido à ineficácia pública, são atingidos por doenças derivadas de águas contaminadas, por exemplo. Esse cenário poderia ser evitado se o artigo 196 da Constuição Federal - lei máxima do país -, o qual garante o direito à saúde a todos, fosse cumprido pelas autoridades governamentais.
Ademais, deve-se afirmar que a escassez hídrica reflete diretamente no fornecimento de energia para o país. Sob essa ótica, segundo a Folha de São Paulo, a crise de água pode interferir na geração de energia elétrica do Brasil, o que pode ocasionar a falta de luz para a população, já que as usinas hidrelétricas não contemplam toda a capacidade de abastecimento hídrico. Com isso, a redução desse recurso no país também impacta no custo da energia, aumentando o valor devido à dificuldade de produção, resultante da escassez. Dessa maneira, o prejuízo é evidente para os brasileiros, principalmente a população pobre, que percebe a interferência negativa do aumento do preço da energia.
Torna-se evidente, portanto, a necessidade de valorizar o debate sobre os efeitos negativos da escassez hídrica. Para isso, é fundamental que as Prefeituras Municipais, por meio de investimentos financeiros, melhore o gerenciamento da água nos municípios brasileiros, como um saneamento básico de qualidade, principalmente nas periferias, a fim de que a ineficácia governamental não atinja a saúde da população e o artigo 196 da Carta Magna seja cumprido. Além disso, é preciso que a mídia apresente a importância da conservação da água no país, para que a falta de água não seja um problema para o corpo social.