Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 04/10/2021
Desde a antiguidade a civilização egípicia foi um exemplo de grande desenvolvimento social e econômico, um grande fator para isso foi sua localização privilegiada próxima ao rio Nilo possibilitando um grande controle sobre a água. Desse modo, nota-se o papel fundamental da água para o desenvolvimento de uma sociedade, haja vista, que ela se encontra intrinsicamente associado a manutenção da vida, porém, tal meio natural é vítima do individualismo, impactando de modo integral a qualidade de vida dos indivíduos menos favorecidos.
Em primeira análise, é evidente o caráter egoísta da sociedade moderna, que se pauta no bem próprio- assim como defende o sociólogo Zygmund Bauman, que define as pessoas como massivamente individualistas -. Nessa perspectiva, a falta de empatia para com os membros menos favorecidos é um fator que leva ao desperdício , visto que isso não afeta seu autor de forma significativa a curto prazo. Entretanto, com essa falta de sensibilidade, todos, a não uma minoria muito poderosa, poderá ser alvo da excassez exorbitante, devido ao fato da água doce ser um recurso limitado que é usada de forma irresponsável por aqueles que a detêm.
Outrossim, a Declaração Universal dos Direitos Humanos prevê como direito universal o acesso a água, em virtude de ser uma condição básica para a vida. Sob essa ótica, ela se torna indispensável nas simples atividades cotidianas como por exemplo no consumo, saneamento básico, utilização de energia proveniente das hidrielétricas e alimentação - agricultura e pecuária são um dos maiores consumidores de água no Brasil-, portando sua escassez impacta diretamente nas atividades essenciais, visto que a água está intimamente associada na produção de praticamente tudo que os invíduos usufruem no dia a dia.
Em síntese, depreende-se a necessidade da preservação da água visando sua impotância e disponibilidade. Dessa forma, é preciso que o Ministério do Meio Ambiente promova a devida fiscalização quanto ao uso da água de forma irresponsável, por meio da análise dos altos consumos mensais, buscando descobrir possíveis usos desacerbados e notificando ou até multando as pessoas responsáveis, para que assim futuramente a falta de água não seja um problema. Além disso, é fundamental que o Ministério da Educação crie projetos de integração que viabilizem a coletividade e a sustentabilidade a fim de educar as crianças e adolecentes quanto ao uso responsável da água evitando disperdícios, para que desse modo desde muito jovem elas entendam seu papel para bem coletivo.