Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 06/10/2021
A crise hídrica, assim como retratada de modo crítico na obra “Vidas Secas” por Graciliano Ramos, devasta não apenas o Nordeste brasileiro, mas como outras regiões do Brasil, o que gera desemprego, fome, pobreza e outros problemas sociais. Nesse sentido, a persistência da escassez da água no Brasil se deve, principalmente, à falta de ação social e à inobservância estatal. Logo, é preciso agir em suas maiores causas para atenuação da crise.
Em primeiro plano, a população permanece em situação de descaso quanto à escassez da água. Nesse viés, a filósofa francesa Simone de Beauvoir afirmou que o mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles. Ou seja, a maioria da sociedade se acostumou a não tomar iniciativas que ajudem a amenizar a crise hídrica, como exemplo tem-se a baixa colaboração em ações de uso consciente da água nas cidades. Sobre isso, segundo o jornal O Globo, o consumo diário médio de água idealizado pela ONU é de 110 litros por pessoa, porém, é gasto cerca de 154 litros por pessoa no Brasil, o que comprova o gasto excessivo e despreocupado de tal líquido inerente à vida pelos brasileiros.
Além disso, nota-se a omissão do Estado sobre a crise hídrica, o que vai contra as garantias de vida do indivíduo. Certamente, é um direito humano, reconhecido pela ONU em 2010, o acesso à água limpa e segura., contudo, os representantes governamentais falham no dever de proporcionar tal garantia. Ademais, a inobservância estatal é certificada pela ineficácia das fiscalizações nas redes de abastecimento de água, visto que cerca de 40% da água potável tratada é perdida no trajeto para as residências, de acordo com o site G1. Em suma, tamanha perda de mananciais afeta consideravelmente a quantidade de água disponível, logo, aumenta a vivência da crise que assola milhões de brasileiros.
Portanto, é preciso diminuir as fontes do problema de escassez da água. Por isso, cabe ao Ministério do Meio Ambiente contratar profissionais especialista em gerenciamento de água, como engenheiros ambientais, por meio de concursos píblicos que ocorrerão anualmente, para palestrar a cada 3 meses em escolas e faculdades (locais onde há forte formação de opinião), nas quais ensinarão métodos para diminuir o consumo e reutilizar a água. Desse modo, a fim de garantir que a população economize as fontes hídricas, será possível atenuar a crise do líquido mais importante para os seres vivos.