Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 07/10/2021

O filme “Mad Max”, lançado em 2014 pelo diretor George Miller, possui como uma de suas abordagens os problemas relacionados a escassez de recursos hídricos. Nesse sentido, não longe da ficção, atualmente o Brasil enfrenta problemas semelhantes aos presentes na obra cinematográfica, pois o país periodicamente passa por períodos de estiagens em certas regiões, e não contém políticas eficazes de administração da água, o que desencadeia impactos no cenário nacional. Assim, déficits econômicos e energéticos são empecilhos que surgem.

Nesse contexto, a agropecuária, que é uma das principais atividades econômicas do país, depende demasiadamente do uso de recursos hídricos, posto que tanto para a criação de animais quanto para o cultivo de plantas, esses fluidos são fundamentais. Sob tal óptica, o físico Carl Sagan, em seu livro “Cosmos”, destaca a importância que a água possui para a vida, porque ela possui diversas funções aos seres vivo, por exemplo a serventia para as diversas reações químicas que ocorrem nas células. Logo, a falta desse líquido impede a produção agrícola e pecuária que envolve organismos, o que impacta negativamente a economia nacional.

Ademais, do ponto de vista geográfico, o Brasil possui um número elevado de recursos hídricos, visto que há no país uma vasta quantidade de rios, sendo destaque o Rio Amazonas, encontrado na bacia hidrográfica amazônica. Dessa forma, uma das principais formas de produção energética, no território brasileiro, são as hidrelétricas, dado que existe no cenário nacional uma abundância de cursos hídricos. No entanto, em períodos de estiagem, essa produção é afetada, já que o nível de água presente nos rios diminui, o que gera menor produção energética, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica.

Portanto, a fim de reduzir os impactos causados pela constante escassez de recursos hídricos no país, é necessário que o Ministério da Agricultura e Pecuária, a partir de publicidades, em meio digital e analógico, conscientize agricultores e pecuaristas a respeito do uso consciente da água, para que esses utilizem o recurso natural de forma concisa e sem exageros. Além do mais, deve o Ministério de Minas e Energia, a partir de capital público, investir em formas energéticas que não dependam de cursos hídricos. Dessa maneira, em períodos de escassez hídrica, a energia e a produção agropecuária não serão drasticamente afetadas, uma vez que produtores serão conscientizados e a geração energética será heterogênea.