Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 15/10/2021

A obra cinematográfica “Mad Max”, protagonizada pela atriz Charlize Theron, mostra a vida da população em um mundo pós-apocalíptico e os desafios enfrentados, principalmente, pela falta de água e suprimentos básicos. Fora da ficção, atualmente, muitos países têm encarado consequências da escassez hídrica. Isso ocorre em virtude da localização geogáfica de alguns territórios, além disso, a ausência de conscientização por parte da sociedade. Por conseguinte, a carência desse bem essencial traz problemas sociais e econômicos.

Em meados do século XVIII, na Europa, iniciou-se o processo de Revolução Industrial  que resultou num grande desenvolvimento tecnológico, no entanto, nesse período não se discutia sobre o cuidado com a água, portanto a poluição e o consumo exagerado tornaram-se parte da cultura dessa sociedade. Ademais, apesar de alguns países não possuirem grandes reservas de água doce, assim como o Brasil, que possui aproximadamente 12% da disponibilidade hidríca potável do mundo (segundo pesquisa feita pela ONU), eles apresentam uma herança cultural do desperdício, como exemplo no continente Europeu, embora a falta de água seja grande o consumo por pessoa chega a ser maior que o do cidadão Brasileiro.

Como consequência, o direito à água, ao saneamento básico e à dignidade muitas vezes são violados. Nesse sentido, cidadãos de alguns países africanos constumam consumir cerca de 20 litros de água por dia, todavia, conforme pesquisa feita pela ONU, é necessário em média de 50 a 100 litros para satisfazer as necessidades básicas de cada pessoa. Outrossim, a escassez hidríca afeta diretamente outros setores como a economia, pois  a agricultur,a e a pecuária sofrem com a falta de capacidade produtiva e a perda de alimentos, consequentemente o PIB (Produto Intertno Bruto) do país diminui, os alimentos ficam mais caros e a população fica mais pobre.

Destarte, medidas devem ser tomadas para controlar a escassez de água. Logo, é fundamental que a ONU - Organização das Nações Unidas- incite líderes governamentais de diversas nações a  conscientizarem a população, por meio de campanhas que promovam a economia de água com a finalidade de evitar o desperdício. Juntamente, é importante que os governos de  países com baixa reserva hídrica invista na dessalinização e purificação de fontes de água salgada, através de processos tecnológicos para beneficiar aqueles locais que não tem acesso a água potável. Dessa forma, muitas pessoas terão bem-estar, a economia continuará em crescimento e a sociedade terá o que é indispensável para a vida, a água.