Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 19/10/2021
Na obra literária “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos, é perceptível o contínuo anseio pela sobrevivência humana, a fim de obter um direito universal inquestionável: a água. Nota-se, que a escassez desse bem hídrico tornou-se um problema atemporal à medida que se percebe o alto consumo na agricultura e o pouco acesso a esse recurso natural no Brasil. Assim, é necessário alterar o uso desregulado e combater a desigualdade na obtenção de tal recurso.
Em primeiro plano, segundo à Organização das Nações Unida (ONU), a agricultura é responsável pelo maior consumo de água no mundo. Sob essa ótica, a Food and Agriculture Organization (FAO), ressalta que 70% de toda água consumida no mundo é usada na irrigação das lavouras, na pecuária e na agricultura. Assim, as empresas do agronegócio favorecem na carência desse recurso hídrico, ao visar a promoção de lucros comerciais.
Sob outro prisma, de acordo também com a FAO, o Brasil possui 12% do total da reserva de água doce do mundo. Diante desse amparo, mesmo positivo, percebe-se no país falta de acesso à água, ocasionado pela desigualdade social e pela precária distribuição desse recurso no território. Assim, essa insuficiência hídrica contribui para mostrar à realidade social que no Brasil é extremamente desigual.
Evidencia-se, portanto, as consequências da crise desse solvente universal. Cabe às empresas do agronegócio, através das tecnologias existentes no mercado, melhorar os processos de produção e formas de irrigação mais eficientes, ficando menos dependente de um recurso tão escasso. Ademais, é necessário que o Estado, junto com a Agencia Nacional de Água e Saneamento Básico (ANA), garantir o acesso à água para todas as regiões brasileiras, através de planejamento e implementação da gestão de recursos hídricos, distribuindo estratégicamente esse vital recurso natural. Assim, haverá um ambiente estável que colabore para o país garantir o cesso à água e mitigar o desperdicio, principalmente na agricultura.