Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 06/11/2021
Uma das metas mundiais para o desenvolvimento sustentável, segundo a Agenda 2030 da ONU, é assegurar a preservação e o uso consciente dos recursos hídricos, de modo a não comprometer as gerações futuras. No entanto, o desenvolvimento da sociedade não acompanha o conhecimento de que seu uso inconsciente pode gerar sua escassez. Desse modo, medidas governamentais devem ser realizadas para evitar ações prejudiciais que comprometem o ciclo da água.
Em uma primeira análise, é inegável que a população mundial está crescendo cada vez mais e junto com ela sua urgência por recursos naturais. Logo, mais florestas são desmatadas para suprir uma demanda que esgota o meio ambiente sem se preocupar com suas consequências, já que a natureza sempre foi vista como mercadoria e seus benefícios para biosfera são ignorados. Assim, sem ajuda da vegetação para reter o gás carbônico, se intensifica o aquecimento global ocasionando a redução do volume de chuvas e comprometendo os recursos hídricos. Outro ponto, é a contribuição que as árvores fazem pela sua evapotranspiração, visto que sua respiração ajuda na umidade e precipitação pluviométrica. Sendo assim, medidas dever ser tomadas para um uso mais sustentável da natureza, haja visto que ela é um fator fundamental para evitar a insegurança hídrica das gerações futuras.
Em uma análise mais aprofundada, é indubitável que na sociedade pós-moderna a condição indispensável a vida se tornou o consumo, o problema é quando o capitalismo não acompanha o descarte adequado do lixo. Dessa forma, resíduos são responsáveis pela poluição de rios, lagos e mananciais tornando mais difícil o uso dessa água. Segundo Durkheim, o indivíduo só poderá agir quando entender o contexto que está inserido. Análogo a isso, é imprescindível uma conscientização da população para evitar que a falta de educação ambiental comprometa os recursos hídricos. Desse modo, o governo deve agir pela urgência ambiental de equilibrar o homem e a água.
Torna-se evidente, portanto, que a temática sobre recursos hídricos exige soluções imediatas. Por isso, a mídia, como principal responsável pela comunicação com indivíduo e o conhecimento atribuído a ele, deve promover campanhas em parcerias com governo para desenvolver uma educação ambiental no cidadão. Nesse sentido, o uso de publicidades que ensinem como realizar o descarte de lixo de maneira eficiente contribui diretamente pela sustentabilidade dos mananciais que sofrem com a poluição. Em suma, os recursos midiáticos por meio de campanhas também podem conscientizar sobre como a água deve se tornar um recurso finito e a importância de se preservar ela. Somente assim, será possível cumprir uma das metas propostas pela ONU e assegurar que as gerações futuras não serão comprometidas.