Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 02/11/2021

No documentário ´´ A lei da água``, é exposto a importância dos recursos hidrícos para o planeta e também para os seres humanos. Embora a água seja essencial para a vida, como aponta a obra, muitos brasileiros, não têm acesso a ela, o que é um grave problema. Por isso, é essencial analisar os impactos da escassez desse recurso natural na cidadania e nos centros urbanos como principais problemáticas dessa questão.

A princípio, a cidadania dos indivíduos pode ser afetada em locais que sofram com a falta da água. A esse respeito, no início do século XXI, foi denunciado pela imprensa um esquema corrupto chamado de ´´Indústria da seca``, no qual políticos se utilizavam da seca do semiárido brasileiro para trocar votos por água potável. Nesse sentido, nota-se que a falta desse recurso natural favorece a reinssurgência do coronelismo - típico do Brasil colonial - no qual a população vunerável perde sua liberdade eleitoral por ser refém da insegurança hídrica e de políticos corruptos. Logo, vê-se que a universalização da água, por meio do saneamento básico, é essencial para garantia dos direitos políticos.

Ademais, a escassez hídrica contribue com a precarização dos serviços urbanos. Nessa lógica, o livro ´´Vidas secas`` de Graciliano Ramos, transpassa um cenário realista ao retratar a sofrida caminhada de uma família de retirantes que emigra do semiárido nordestino por causa da seca. Consoante ao exposto, observa-se que a intensa chegada de pessoas que buscam qualidade de vida nas cidades ocasiona a precarização dos serviços urbanos. Isso porque essas áreas, inicialmente pensadas para a elite canarinha, não conseguem suprir a demanda popular por segurança, saúde e outros aspectos garantidos por lei. Desse modo, os serviços já oferecidos se tornam insuficientes e, por consequência, são sucateados.

Dessa maneira, conclui-se que o Ministério do Desenvolvimento Regional, junto ao governo, deve universalizar o acesso à água potável. Isso deve ser feito, por meio de um mapeamento dos locais que sofrem com a insegurança hídrica e de um planejamento orçamentário e logístico que viabilize o investimento em projetos sanitários, ou seja, em projetos que levem água tratada para essas  regiões, como no caso da transposição do rio São Francisco. Posto isso, espera-se que a comunidade brasileira possa usufruir dessa substância de extrema importância para a vida, a água.