Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 08/11/2021

Em seu poema intitulado “José”, Carlos Drumond De Andrade traça um quadro pessimista do cotidiano por meio de uma reflexão existencial da realidade. Ao longo do poema, o interlocutor do eu lírico é constantemente indagado com a frase “e agora, José”, sugerindo um sentimento de quem não agiu ou perdeu a hora certa de fazê-lo. Análogo a isso, a fim de não cometer o mesmo erro de José, é necessário abordar os impactos da escassez de água no século XXI, já que esse problema é causado pela negligência estatal e pela carência de políticas públicas. Nesse viés,convém solucionar esse impasse, a fim do integro funcionamento da coletividade.

Diante desse cenário, é fulcral pontuar que a negligência estatal é um fator impulsionador do problema. De acordo com Djamila Ribeiro, " é necessário tirar uma situação da invisibilidade para que soluções sejam promovidas". Porém, há um silenciamento instaurado nos impactos da falta de recursos hídricos, visto que essa temática tem a necessidade de ser abordada e resolvida, pois a água é um recurso essencial a existência humana e o artigo 5 da Carta Magna garante que todo o corpo social tenha direito a uma boa qualidade de vida, entretanto é nítido que a ausência de água descumpre o excerto. Assim, urge a necessidade de tirar essa situação da invisibilidade, como defende a pensadora.

Ademais, cabe ressaltar que a carência de políticas públicas colabora para a persistência do problema. Nesse âmbito, ganha destaque a perspectiva do sociólogo Francês Émile Durkheim, o fato social é dotado de exterioridade, coercitividade e generalidade. Sabendo disso, percebe-se que o tema em questão está imerso em uma fato social, já que o problema existe, o Estado apresenta leis de proteção e  como visto no parágrafo anterior garante o bem-estar, contudo, mesmo com essa contastação, o Governo não cobra que essa lei seja cumprida e por esse motivo não age para refrear esse problema.Dessa forma, contribui visivelmente para que tal impasse continue em um ciclo vicioso, uma vez que sem medidas eficazes de proteção, essa situação não será mitigada.

Depreende-se, portanto, a necessidade de resolver essa situação. Nessa perspectiva, o Governo Federal, responsável por políticas nacionais e abrangentes, deve, por meio de subsídios, como por exemplo financeiros, realizar o fortalecimento da lei existente promovendo discussões e debates com membros do executivo sobre possíveis formas de executar o artigo 5, com a finalidade de garantir água para todos. Para que, diferentemente do personagem José, o Estado tome uma atitude na hora exata.