Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 12/11/2021

“Não posso respirar, não posso mais nadar. A terra está morrendo, não dá mais pra plantar”. A música xote ecológico, do nordestino Luiz Gonzaga, chama atenção para os problemas acerca do meio ambiente. Semelhante à canção, os impactos da escassez de água no Brasil Contemporâneo têm se mostrado um problema que necessita de uma maior atenção mediante a negligência governamental sobre o assunto. Dentre os fatores que corroboram a problemática, destacam-se o desmatamento e a escassez de formas de distribuição de água alternativas.

Em primeiro plano, é válido ressaltar que o desmatamento é um dos problemas que acarretam em uma diminuição das chuvas. Conforme Zygmunt Bauman, a sociedade atual é fortemente influenciada pelo individualismo. A tese do sociólogo pode ser observada na questão do desmatamento, uma vez que a natureza tem sofrido cada vez mais nas mãos da ganância humana. Com a diminuição das florestas o ciclo da água é comprometido, já que as árvores são responsáveis pela transpiração, principal fator causador das chuvas, diminuindo assim os índices pluviométricos. Dessa forma, o nível dos reservatórios e a produção de alimentos são comprometidos devido à falta de água.

Outrossim, são poucas as formas alternativas de distribuição e tratamento de água. Para Thomas Hobbes, o Estado é o responsável por garantir o bem estar da população. No entanto, este tem-se mostrado ausente de políticas públicas que auxiliem no fornecimento de água suficiente para as casas, como a captação de água da chuva e o seu tratamento. Assim, o abastecimento totalmente dependente de um meio pode não ser o suficiente para uso diário nas cidades, comprometendo o exercício de atividades diárias como a preparação de alimentos e banhos.

Portanto, torna-se necessária a tomada de atitudes que mitiguem os impactos da escassez de água. Para isso, o Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais) deve punir o desmatamento ilegal, por meio da fiscalização através de satélites e visitas, punindo aqueles que desmatam demasiadamente o meio ambiente, de modo que as chuvas não sejam afetadas pela escassez de árvores realizando, assim, o ciclo completo da água. Ademais, é necessário, que o Governo forneça às prefeituras capital para investimentos em captação de água da chuva, de forma que o seu fornecimento seja complementado e o direito ao saneamento básico seja exercido. Assim, os impactos da escassez de água serão mitigados.