Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 16/11/2021

Embora a Constituição Federal de 1988 assegure água potável como um direito fundamental básico, percebe-se que, na atual realidade brasileira, não há o cumprimento dessa garantia, principalmente no que diz respeito a escassez de água no país. Isso ocorre devido o desmatamento e inoperância estatal.

Em primeiro plano, é necessário atentar para o aumento exacerbado do desmatamento, que contribui para o panorama geral de carência de água potável. Contudo, para entender tal apontamento é justo relembrar a série fictícia “Sweet Tooth”, na medida que destaca o desmatamento como causa para graves consequências, que começa com perda da diversidade e acaba com mutações genéticas adquiridas da radiação que penetrava na terra  pelo agravamento do efeito estufa.

De maneira análoga a ficção, pode-se afirmar que a escassez de água potável é uma consequência do desflorestamento, que não só possibilita a redução da evapotranspiração, diminuindo a incidência de chuvas, como também agrava o efeito estufa. Outrossim, vale a pena ressaltar o Pacto Social do contratualista Thomas Hobbes, ao inferir que é dever do Estado garantir o bem-estar social.

No entanto, é evidente a quebra desse contrato quanto ao cenário de crise hídrica que o país enfrenta, visto que a má distribuição do recurso hídrico agrava a desigualdade social e dificulta o uso sustentável do recurso. Assim, é notória a ineficácia estatal no que diz respeito a falta de realização de obras públicas, informação populacional e empatia ambiental, dado que o Brasil tem 12% de água potável em seu território, segundo a ANA - Agência Nacional das águas-. Outra iniciativa plausível,é  a implementão e fiscalização das leis promovido pelo Poder Judiciário, a fim de minimizar o desflorestamento. Dessa forma, poder-se-á gozar dos direitos básicos propostos pela Carta Magna do país.