Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 08/02/2022

Justiça aquática

A Constituição Federal, promulgada em 1988, prevê que todos os cidadãos têm o direito ao uso sustentável da água. No entanto, o não cumprimento deste preceito é evidente, visto que várias regiões sofrem com a escassez deste importante recurso natural. Isso se deve tanto pela má distribuição em certos lugares quanto por fatores naturais alterados pelo ser humano.

Sob essa óptica, cabe mencionar a má distribuição dos recursos hídricos em certas localidades. Dentro do próprio Brasil é notável a discrepância entre regiões como a da floresta Amazônica e do Nordeste, que possui apenas o rio São Francisco como meio ressaltante de obter água. Infelizmente, a segregação citada dificulta o acesso por parte da população.

Paralelo a isso, destaca-se os fatores naturais alterados pelo ser humano. Com a industrialização iniciada no século 18, o planeta Terra passou a presenciar um elevado aumento de gases poluentes que alteraram todo o ciclo hidrológico, fazendo com que massas de ar atuem de forma irregular e por consequência, tenha regiões com menor incidência de chuva, assim como foi visto no Brasil no ano de 2021, em que hemisférios sofreram com anomálias climáticas. Desse modo, é implausível que o mundo tenha uma igualdade de racionalização de questões hídricas.

Portanto, percebe-se que a escassez de água é uma questão de suma importância devido às várias regiões que sofrem com problemas de falta. Dessa forma, o governo brasileiro, que detém a responsabilidade pelo crescimento da nação, deve incentivar projetos como o de transposição do rio São Francisco, por meio de maior participação monetária na realização, para que o Brasil reduza suas desigualdades regionais.