Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 11/02/2022
Segundo a Declaração dos Direitos Humanos, é de todos os indivíduos o direito ao abastecimento de água potável. Entretanto, nota-se que essa garantia não tem se verificado, já que muitas pessoas não conta com tal disponibilidade. Nesse sentido, pode-se relacionar o desperdício desse recurso e o vasto consumo por parte da agricultura, como principais agravantes da escassez da água no século XXI.
Em primeiro momento, é necessário citar o disperdício como grande problemática em relação a escassez da água. Ademais, de acordo com a Organização das Nações Unidas, cada indivíduo necessita de 110 litros de água para consumo e higiene. No entanto, no Brasil, o consumo ultrapassa 200 litros. Por conseguinte, o uso vasto por parte da população em geral, causa a insufiência hídrica para pessoas mais desprovidas economicamente.
Além disso, vale ressaltar que a preservação da água é responsabilidade dos agentes econômicos, como agricultores, visto que são os maiores consumidores. Segundo a Agência Nacional de Águas (ANA), a cada 100 litros de água consumidos, 72 são utilizados na irrigação agrícola. Ademais, há desperdício nessa área, como perdas por evaporação ou pelo excesso de água jogada nas plantas. Por conseguinte, a falta de água tem impacto na produção de energia proveniente de hidrelétricas. Uma vez que os reservatórios secam, pode faltar energia elétrica em várias regiões do país.
Portanto, nota-se a necessidade de conter o consumo vasto de água. À vista disso, cabe a população diminuir o uso desse recurso, conferindo a eficiência hídrica de produtos, tais como chuveiros, torneiras, descargas, a fim de minimizar o disperdício. Ademais, cabe aos agricultores investirem em técnicas que utilizem água em menor quantidade, como a de gotejamento, a fim de diminuir o consumo em quantidade demasiada e consequentimente conter os impactos evidênciados por pessoas mais desprovidas economicamente.