Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 22/02/2022

Segundo o teólogo alemão Albert Shweitzer, “a humanidade vide uma era perigosa, o homem aprendeu a dominar a natureza antes de ter aprendido dominar a si mesmo”. De maneira análoga à isso, contudo ao observar os impactos da escassez de água no século XXI, percebe-se que esse assunto possui entraves para ser reverberado na comunidade. Nesse sentido, é importante analisar a negligência estatal e a importância da preservação ambiental.

A princípio, é fulcral ressaltar que a omissão da governança acerca da utilização da água agrava a problemática. Nessa perspectiva, é evidente que apesar de assegurar no artigo 225°, da Constituição Federal de 1988, o Brasil, -país com base econômica voltada para agricultura- não investe de forma eficiente em tecnologias que propiciem um menor gasto hídrico no setor agrícola, já que segundo a ONU, o setor é responsável por 72% do gasto de água no país. Tal setor, que é princípal responsável pelo desmatamento, alterando os ciclos pluviais e acarretando em crises de abastecimento. Portanto enquanto a esfera governamental se mantiver transigente com a falta de investimento necessário a essa área, o estorvo das crises hídricas permanecerá corriqueiro.

Outrossim, aluda-se aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, que prevê o consumo e produções responsáveis. Sob essa perspectiva, elucida-se a importância do equilíbrio ecológico para um futuro sem escassez de água, o qual pode ser impedido por meio do reflorestamento, menor índice de poluição e uso consciente desse bem. Portanto, a sociedade, as indústrias e o Estado, em conjunto podem atenuar os efeitos já causados, e estabelecer o consumo e produção responsável visados pela ONU.

Dessarte, fica evidente o perigo da utilização descontrolada desse bem. Logo, cabe ao Ministério do Meio Ambiente, por meio de projetos e investimentos, proteger os aquíferos e criar tecnologias para melhor uso da água e, pelas mídias sociais promover campanhas que conscientize a população sobre o males do disperdício, a fim de que não haja mais crises hídricas no país e a água seja bem aproveitada. Em vista da concretização dessas ações, o Brasil se aproximará da idealização do Policarpo.