Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 08/03/2022

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que as pessoas tenham acesso a, pelo menos, 50 litros de água por dia para consumo, saneamento pessoal, higienização do lar e etc. Com base nessa informação e de dados da Unipacs, poderia-se afirmar que há escassez severa de água na África Subsariana, dado que lá as pessoas consomem, em média, 20 litros por dia e abundância no Brasil, dado que aqui se consome 187 litros por dia em média. No entanto, sabe-se que muitos brasileiros não possuem acesso ao saneamento básico, um problmea que precisa ser combatido por meio de parcerias públicos privadas (PPP).

Em primeiro lugar, segundo dados governamentais, 10% dos brasileiros não são atendidos por nenhuma empresa de distribuição de água. Surpreendentemente, em número de pessoas, esse 10% é maior do que a população de Portugal. Ou seja, o equivalente a um país inteiro de indivíduos que precisam coletar água de rios e córregos sob condições precárias para poder sobreviver. Evidentemente, essa situação precisa mudar.

Por outro lado, devido a crises financeiras recentes, o governo federal têm sofrido limitações no orçamento mostrando-se incapaz de investir na expansão do acesso à água. Por isso, seria benéfico permitir que empresas privadas realizem esse fornecimento. Ademais, isso já é realidade, por exemplo, na água para consumo doméstico, a qual muitas pessoas preferem comprar água mineral a filtrar a que vem encanada.

Em suma, há escassez de água no Brasil. Para resolver esse problema, primeiro, o Poder Legislativo precisa, por meio de novas leis, ampliar as permissões para parcerias público privadas. Segundo, o Poder Executivo, precisa negociar e procurar investidores para a ampliação do saneamento básico brasileiro. Dessa forma, a escassez de água no Brasil poderá ser gradualmente combatida.