Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 20/04/2022

O livro “Memorial de Maria Moura”, de Rachel de Queiroz, imprimiu, por meio da força da mulher as injustiças sociais, políticas e morais da época. No entanto, no contexto atual, percebe-se que, mesmo superados alguns aspectos referentes à injustiça social, permanecem as iniquidades da distribuição de recursos, como a água pótavel para a sociedade. Nesse sentido, nota-se uma imagem de omissão e de desleixo que acarretam as desigualdades do país.

Essa assertiva deriva, em especial, da pífia ação do Poder Público nessa área. De acordo com o livro “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos, ilustra o triste cotidiano de uma família que pena com as adversidades impostas pela seca. Sob esse viés, é substancial exigir um olhar mais atento do Estado, uma vez que uma parcela significativa da coletivdade padece com essa irregular distribuição da água e, sobretudo, a ausência de qualidade do protudo. Com isso, os indivíduos mais abastados recolhem todo esse azedume, haja vista que o IBGE aponta que, 37 em 100 brasileiros vivem em regiões, onde inexiste abastecimento de água pótavel. Logo, mostra-se um governo ineficiente nessas conjunturas.

Por sua vez, outro vetor é papel apático do olhar coletivo nessa temática. Nessa perspectiva, a obra “Os Retirantes”, de Cândido Portinari, aborda o tema da migração nordestina por causa da seca, um povo que deixa o seu lugar de origem em busca de melhores condições de vida. Dessa forma, sabe-se que, em alguns casos, certos indivíduos praticam o preconceito com essa sociedade e, por tabela, o absentismo de acolhimento. Assim, nota-se uma coletividade despreocupada com as agruras sociais, isto é, em vez de ajudar ao próximo preferem excluí-los do olhar coletivo. Dessa maneira, é fulcral que os indivíudos abdiquem da sua atuação de inércia, com o fito de haver melhorias.

Infere-se, portanto, que, nessa problemática, o Estado deve intensificar os investimentos nessa área, por meio de verbas destinadas para essa mazela, ampliando as redes hidráulicas e promovendo uma melhor distribuição da água, a fim de barrar o percurso dessa irregularidade. Desse modo, para que ocorridos como o do livro de Rachel de Queiroz deixem de ser uma realidade brasileira.