Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 10/05/2022
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social caracteriza-se pela ausência de problemas e conflitos. Conquanto, na realidade atual, a escassez de água apresenta barreiras, as quais impossibilitam a concretização dos planos de More. Essa cenário antagônico é fruto tanto da má distribuição de água quanto da negligência estatal. Logo, é fundamental a discussão desses aspectos a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Em primeiro plano, é imperativo apontar a mal racionamento de água como promotor do problema. De acordo com dados divulgados pela faculdade UNIPACS em 2018, enquanto países mais desenvolvidos consomem 7 vezes mais água do que o necessário pela população, países não desenvolvidos consomem menos da metade. Partindo desse pressuposto, o problema é consequência não só da falta de água mas também da má distribuição dessa matéria prima. Tudo isso retarda a resolução do problema, contruibuindo para a perpetuação desse quadro deletério.
Ademais, é necessário ressaltar que o empecilho deriva da baixa atuação dos órgãos governamentais no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, é dever do Estado garantir saúde e bem-estar a população, entretanto isso não ocorre no Brasil. Devido à baixa atuação das autoridades, empresas que utilizam a água de forma desenfreada ficam impunes para contribuir para a escassez desse recurso. Assim, é mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Portanto, medidas exequíveis são necessárias para amenizar a situação. Dessarte, com o intuito de mitigar o problema, o Ministério do Meio Ambiente deve, em parceria com o Poder Legislativo criar leis que garantam a disponibilidade e o uso controlado desse recurso natural, com fiscalizações em indústrias de agropecuária, realizadas periodicamente e com fiscais capacitados, a fim de controlar as práticas abusivas realizadas por essas empresas. Somente assim, atenuar-se-à, em médio a longo prazo os impactos nocivos do problema e a coletividade alcançará a Utopia de More.