Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 23/06/2022

Escassez hídrica: conseqência do mau consumo

Em “Vidas Secas”, Graciliano Ramos narra o período de seca vivido por sua família no nordeste brasileiro. Assim como na obra do autor, a sociedade do século XXI enfrenta obstáculos em relação ao consumo e a escassez de água no país, embora seja um recurso essencial para a vida e um direito previsto pela ONU. Com isso, o vasto consumo individual e coletivo e a falta de investimentos em políticas públicas resultam em consequências negativas, que tornam o consumo alarmante ao país.

Primeiramente, o consumismo exacerbado sucedeu as Revoluções Industriais no século XIX. Desse modo, novas técnicas de produção e o incentivo ao consumo surgiram na sociedade a fim de facilitar o alcance aos materiais, entretanto para a produção desses bens de consumo gasta-se elevados níveis hídricos. Além disso, a falta de investimentos governamentais que visam a reutilização de água das chuvas, por exemplo, para diversas atividades industriais e residenciais contribui para o alto gasto, diariamente.

Ademais, o Brasil é um dos principais países produtores agrícolas no mundo. Segundo a ONU, a agricultura demanda cerca de 70% da água mundial, todavia distribui alimentos para o mercado interno e externo. Com a escassez, derivada de um mau consumo, consequências negativas à sociedade como fome, desemprego e más condições de saúde serão presenciadas no meio rural, uma vez que a distribuição de água não é igualitariaa entre as regiões do Brasil.

Portanto, medidas que visam tornar o consumo de água consciente e responsável são importantes ao país. Para isso, o Governo Federal, por meio do Ministério do Meio Ambiente, deve criar instalações e adaptadores que objetivam reduzir o consumo em atividades residenciais como tomar banho e em atividades agrícolas como a irrigação, além de investir em projetos para a reutilização de água das chuvas. Dessa maneira, preservar e garantir o direito a água à toda a população como previsto pela ONU e fazer com que a história narrada por Graciliano Ramos não permaneça na região Nordeste do país e não se estenda à todo território nacional.