Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 24/06/2022
No século XX, através do livro “Vidas Secas”, o autor Graciliano Ramos retratou a luta de uma família pobre por sobrevivência em meio a escassez de água. Na atualidade, este problema ainda reverbera na sociedade e já configura uma realidade em países da África e Ásia. A escassez deste fulcral recurso natural advém da desordenada exploração humana e pode vir a causar sérios conflitos num futuro não tão distante. Diante dessa perspectiva, faz-se necessário um estudo dos fatores que favorecem esse quadro.
Em uma primeira análise, apenas 3% da água existente no planeta Terra é potável, no entanto, sua grande maioria encontra-se em formato de geleiras ou no subsolo, o que deveria alarmar a sociedade para uma maior conscientização do seu consumo. No entanto, a urbanização e o crescimento populacional acarretaram em uma exploração desordenada dos recursos naturais e interferência no ciclo da água.
Diante de tal exposto, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), a agropecuária é o setor responsável pelo maior consumo de água do mundo, cerca de 70% da retirada anual deste recurso, logo após tem-se a atividade industrial, responsável por 22%. O pouco interesse de divulgação destes dados pela mídia e o fato deste consumo de água ser embutido nos produtos e serviços dificulta a conscientização e busca por uma possível solução. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que a ONU, por intermédio da convocação dos países mais influentes e de maior poder hídrico, proponha projetos para utilização consciente de água pelas grandes indústrias agropecuárias, a fim de evitar futuros conflitos e combater a escassez deste bem tão valioso e vital que é a água.