Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 13/08/2022

A “Hipótese de Gaia”, foi uma proposta elaborada pelo cientista inglês James Lovelock na década de 70, que sugere que os seres vivos são capazes de modificar o ambiente em que vivem, tornando-o mais adequado para sua sobrevivência. Entretanto, no século XXI, a escassez de água indica que a ação humana no planeta tem alavancado uma grande problemática: a carência de água entre as nações é resultado da inércia da sociedade perante ações que prejudicam o equilíbrio ecológico do planeta, amplificando os níveis de desigualdade econômica.

Nessa perspectiva, a impassibilidade da população à vista dos problemas de escassez hídrica indica um grave perigo à preservação das reservas naturais do planeta. Segundo a ecologista Rachel Carson “o homem faz parte da natureza e sua guerra contra a natureza é, inevitavelmente, uma guerra contra si mesmo”. Sob essa ótica, percebe-se que, quando a conservação das fontes naturais não é garantida, não é possível fazer com que o bem-estar geral da população seja alcançado. Dessa forma, a ideia defendida por Lockwood torna-se contestável, pois a modificação do ambiente acarreta em mudanças biogeoquímicas que afetam a sobrevivência dos seres humanos a nível econômico.

Além disso, é preponderante ressaltar que a falta de água reflete na desigualdade econômica na sociedade brasileira, que encaminha a manutenção de uma organização pública notoriamente excludente. Tal questão ocorre, pois, os órgãos públicos responsáveis pelo apoio à população mais carente desprezam o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, previsto no Artigo 225 da Constituição Brasileira. Com isso, o caráter de desequilíbrio ambiental e social se mantém, sobretudo, no que diz respeito às pessoas que não tem acesso ao bem de uso comum da água.

Portanto, urge que o Ministério da Educação reforce políticas de instrução ambiental da população acerca da preservação da natureza. Tal ação deve ocorrer por meio de um Projeto de Educação Ecossistêmica, o qual irá promover, dentro da sala de aula, debates acerca da importância da preservação ambiental. Isso deve acontecer, a fim de formar cidadãos que, cientes de seus deveres para com a natureza, possam mudar a perspectiva de escassez mundial da água.