Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 19/08/2023

Água: economizar para não faltar

Na obra “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos, é perceptível o contínuo anseio pela sobrevivência humana, a fim de obter um direito universal fundamental: a água. A escassez desse bem hídrico tornou-se um problema atemporal e atinge a sociedade contemporânea na medida em que sua demanda e consumo só aumentam. Assim, é essencial alterar o seu uso desregulado e combater a desigualde no acesso de tal recurso no país.

Prefacialmente, vale destacar que a água é um recuros renovável, entretanto, o uso de maneira inadequada contribui para os quadros de escassez. Segundo um levantamento feito pelo “g1”, quase 40% da água potável no Brasil é desperdiçada antes de chegar ao consumidor final. Nesse sentido, a ineficiência dos órgãos responsáveis pela distribuição e armazenamento desse recurso implicou em crises hídricas como a ocorrida em 2015 no estado de São Paulo, em que a falta de chuvas causou uma sobrecarga na demanda do líquido. Portanto, são necessárias ações com o intuito de manejar de maneira eficiente esse precioso bem.

Ademais, é importante o acesso e a distribuição de maneira proporcional no Brasil, país de proporção continental. De acordo com estatísticas do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o Brasil é o país com a maior reserva de água doce do mundo. Entretanto, a diferença na distribuição desse fluido é outro fator que chama a atenção, pois, segundo o mesmo instituto, a Região Norte é a que possui os maiores reservatórios naturais, mas, ao mesmo tempo, é a que detém a menor densidade demográfica. Dessa maneira, o governo deveria remanejar de maneira estratégica esse elemento para áreas de crise hídrica, como o Nordeste.

Destarte, urgem medidas de abastecimento de água em todo o país. Logo, o Estado deve investir na captação e na distribuição hídrica de maneira eficiente - por meio da construção de estações de tratamento e distribuição, campanhas de conscientização no uso racional da água, além de projetos de transferência para regiões onde há uma carência desse recurso, como foi feito na transposição do Rio São Francisco - com o intuito de acabar de vez com o drama vivenciado por muitas famílias brasileiras por falta de água, como exposto no romance de Graciliano.