Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 29/05/2024

Simone de Beauvoir, ativista política, afirmou “Não há crime mais que destituir o ser humano de sua própria humanidade, reduzindo-o à condição de objeto”. É nesse sentido que torna-se imprescindível compreender e solucionar os impactos da escassez de água no século XXI. Dessa forma, pode-se citar como problemática central a falta de distribuição igualitária dessa fonte pelos continentes, e, como se-vera consequência, a capitalização desse recuso.

A priori, tem-se uma distribuição desigual da água, em sua forma indicada para consumo ou utilização, pelo globo. Segundo o relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUD), populações com problemas de acesso aos recursos hídricos utilizam cerca de 10% da média que os países desenvolvidos usu-fruem apenas para dar a descarga em privadas. Ou seja, enquanto continentes in-teiros sofrem com a insuficiência de água disponível para a utilização em tarefas cotidianas, países, principalmente aqueles localizados na Europa e América do Nor-te - dentre outros, países do chamado Norte Global- , esbanjam dos recusos hídri-cos às custas do sofrimento de outras comunidades ao redor do mundo.

Em segunda análise, pode-se perceber que a água vem se tornando cada vez mais uma moeda comercial do empresariado global. Dados do jornal Global Resea-rch, indicaram que a falta de água está criando um mercado bilionário, que atrai grandes empresas, os entitulados “Barões da água”. Por mais que o direito à água seja previsto no artigo 25º dos Direitos Humanos, isso não tem isentado-a de ser capitalizada, por aqueles que se dizem aliados do progresso, mas trabalham dura-mente para haver uma crise humanitária por um direito tão básico. Afinal, como qualquer outro comércio, a água será cada vez mais procurada e, consequente-mente, mais encarecida, se tornando inacessível para quem é vulnerabilizado.

Portanto, urge encontrar soluções viáveis para diminuir os impactos da escas-sez de água. Assim, cabe à Organização das Nações Unidas (ONU) criar um comitê voltado diretamente para a questão da distribuição de água, por meio dos repre-sentantes dos Estados reconhecidos por sua entidade, a fim de criar mecanismos para impedir crises humanitárias, ou mesmo conflitos armados pelo recuso em questão. Somente dessa forma a humanidade dessas pessoas será restituída