Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 19/02/2025
No filme “O menino que descobriu o vento”, é retratado uma população que sofria com a escassez de água, tanto para consumo próprio quanto para as plantações. Da mesma forma, no contexto hodierno, existem consequências da escassez de água. Nessa lógica, cabe debater os principais impactos dessa problemática: o comprometimento do funcionamento do corpo e a disseminação de doenças.
Sob essa perspectiva, é notório que a substância mais abundante no corpo humano é a água, e que ela é necessária para sobreviver. Segundo a Biologia, a água (H2O) é imprescindível para processos essenciais dos seres vivos, tais como metabolismo, transporte de sangue e estabilidade térmica. Desse modo, sem uma quantidade adequada de água, nosso organismo poderá adquirir desidratação, diminuição do fluxo sanguíneo e outras complicações.
Outrossim, a água é essencial para atividades diárias que influenciam a qualidade de vida e o bem-estar populacional. Nesse sentido, sem uma segurança hídrica, ações como higiene pessoal, alimentação e saneamento adequado ficam comprometidas. Exemplo disso, é o saneamento básico, caso seja precário, a população estará vulnerável e com alta probabilidade de contrair doenças provocadas por organismos patogênicos. Sobre isso, o Ministério do Desenvolvimento Regional revela que, no Brasil, quase metade das pessoas não tem acesso a redes de água e esgoto, e que cerca de 40 milhões de pessoas não têm acesso à água potável. Dessa forma, enquanto existir a escassez de saneamento básico e tratamento da água, difícil será alterar o quadro brasileiro.
Depreende-se, portanto, que são necessárias alternativas para combater a escassez de água e seus impactos. Em suma, urge que a Secretaria Nacional de Saneamento - responsável por garantir o acesso à água potável - crie um plano nacional de “água para todos”, por meio de investimentos e fiscalizações, com o intuito de intensificar o direto à água, de modo a garantir o bem-estar do corpo social. Assim, o filme supracitado não será uma realidade brasileira.