Impactos da flexibilização das leis ambientais brasileiras

Enviada em 07/09/2019

“Inteligência é a habilidade das espécies para viver em harmonia com o meio ambiente” À guisa do pensamento do cofundador do Greenpeace, Paul Watson, percebe-se a necessidade dos cuidados com os ecossistemas naturais. Entretanto, no Brasil, a flexibilização das leis ambientais dificulta a execução dessa premissa. Destarte, é salutar discutir acerca da degradação da flora e sua consequência com a fauna e o meio social, bem como do desmatamento ilegal em função do capitalismo.

Mormente, a destruição das florestas influencia nos ecossistemas em geral. Nesse panorama, essa devastação origina impactos nos habitat´s de vários seres vivos que habitam determinada região. Com isso, os animais buscam outros espaços para sobreviverem e, assim, pode ocorrer o fato de mosquitos que agem como agentes etiológicos invadirem as cidades e promoverem problemas de saúde. Dessa maneira, evidencia-se que os danos não só se restrigem as questões de ordens ecológicas, mas também a casos de saúde pública.

Outrossim, o agronegócio age paralelamente como causador da destruição do meio ambiente. Nessa conjectura, grandes produtores rurais vão desmatando espaços de florestas virgens com o intuito de empreender áreas de plantação voltadas à exportação e ao abastecimento do comércio local. Segundo dados do IBGE, entre os anos de 2010 e 2012, 3,5% do território de florestas do país foi devastado para ceder espaço à agricultura. Como resultado, observa-se que o caso em tela é proporcionado em virtude da inaptidão do Estado em frear a problemática, uma vez que esse não cumpre o papel de preservar e defender o meio ambiente, conforme preconiza a Constituição Federal.

Diante dos fatos supracitados, portanto, são necessárias atitudes que mitiguem os entraves da destruição do meio ambiente por motivo da flexibilização de leis ambientais. Dessa forma, é imperioso que o Estado, por meio do órgãos de segurança e de proteção aos ecossistemas, formule métodos de fiscalização da destruição de matas nativas. Pode-se utilizar drones que sobrevoem diariamente os ecossistemas, fotografando e analisando todos os dados obtidos. Não menos importante é a criação de um canal de comunicação com a população, seja por meio de telefones gratuitos, seja por redes socias, objetivando que as pessoas residentes em áreas de desmatamento ilegal possam oferecer denúncias dessas práticas delituosas e, de tal forma o poder público possa intervir em tal entrave. Sob tais iniciativas, alcançar-se-á o o modelo de inteligência descrito por Watson.