Impactos da flexibilização das leis ambientais brasileiras

Enviada em 21/10/2019

A Rio+20, uma conferência que ocorreu durante o ano de 2012,no Rio de Janeiro, tinha como intuito auxiliar os países na execução de um planejamento que visava promover um desenvolvimento sustentável, esse evento evidencia a relevância de se preservar o meio ambiente. Tendo isso em vista, é de suma importância admitir que a flexibilização das leis ambientais brasileiras representa um caminho contrário ao que foi proposto na conferência, com resultados destrutivos, em prol do desenvolvimento, prejudicando a natureza e os brasileiros.

A flexibilização das leis ambientais brasileiras tem como uma das maiores justificativas o desenvolvimento econômico, baseando-se na ideia de que a manutenção das áreas ambientais diminuiriam ou retardariam o rendimento das empresas. O desastre ambiental na cidade de Brumadinho, em Minas Gerais, é um exemplo claro da negligencia diante do meio ambiente e das leis que o protege em detrimento da atividade econômica de forma não sustentável, resultando na destruição de todo um ambiente.

Ainda levando em consideração o desastre em Brumadinho é possível traçar um paralelo entre o desastre ambiental e o desenvolvimento socioeconômico dos cidadãos brasileiros. Tendo em vista que após o acidente, tornou-se impossível desenvolver qualquer tipo de atividade nesse local, a condição socioeconômica dos antigos moradores da cidade foi afetada, negativamente, influenciando inclusive a saúde metal dos indivíduos, com um aumento na taxa de suicídios e prescrição de medicamentos.

Diante disso é possível concluir que a flexibilização das leis ambientais brasileiras, colabora para a degradação do meio ambiente, interferindo na natureza e na vida do indivíduo. Portanto, é de suma importância que o Ministério do Meio Ambiente em conjunto com o Ministério da Economia desenvolvam projetos de leis que intensifiquem a proteção ambienta, impulsionem o desenvolvimento sustentável e diminuam a prática de flexibilização das leis ambientais, retomando o caminho proposto em 2012, na Rio+20.