Impactos da flexibilização das leis ambientais brasileiras
Enviada em 20/09/2019
A polarização e a flexibilização
O Brasil esta vivendo um momento de sua história no qual impactos ambientais graves ocorrem em curtos períodos de tempo, como ocorreu em Brumadinho e na Amazônia em cerca de 7 meses. Estes eventos tornam o momento inoportuno para a flexibilização das leis ambientais, uma vez que, impactam ainda mais na polarização de opiniões internas e causam controvérsias em relação a política brasileira.
Decerto, o Brasil passou por um grande número episódios, nos últimos anos, nos quais a confiança da população brasileira no governo foi testada, estes fatos culminaram basicamente em uma divisão binária de ideias e opiniões. Atualmente, no Brasil, qualquer movimento político encontrará-se, mais cedo ou mais tarde, com uma grande barreira chamada oposição, e este encontro gera, na maioria das vezes, choques entre a população com o Estado, e até com ela mesma. Para se ter uma melhor noção sobre está polarização, basta-se analisar as eleições presidenciais de 2018, cujo movimentos de direita ou esquerda não aceitavam sobre nenhuma condição as ideologias opostas, até mesmo agredindo-as em alguns casos. Em suma temas polêmicos geram discussões, portanto, mexer nas questões ambientais, no atual momento, poderia ocasionar efeitos piores que apenas movimentações sociais, tendo em vista as tragédias pela qual o Brasil passou.
Além da polarização há, também, a controvérsia gerada pela flexibilização das leis ambientais. Não se completa nem um ano desde Brumadinho ou do incêndio Amazônico e já se discute a flexibilização ambiental, isto faz parecer que o governo não se importa ou não deu tanta importância para estes desastres, o que colabora ainda mais para os efeitos citados no parágrafos anteriores, ainda mais entre os afetados pelas calamidades.
Portanto, a flexibilização das leis ambientais, no Brasil, não devem ocorrer no atual momento, uma vez que, a polarização ideológica está alta e o mesmo teve episódios de desastres ambientais. Cabe, então, ao governo apaziguar a situação social interna, por uso de medidas que fortaleçam as instituições de defesa, sejam elas por meio de investimentos ou especialização dos funcionários que cuidam dessas tarefas, conseguindo-se, então, promover uma menor oposição e consequentemente gerar menos choques sociais.