Impactos da flexibilização das leis ambientais brasileiras
Enviada em 12/09/2019
A Moratória da Soja foi um pacto ambiental entre produtores, ongs e governo, que impedia o plantio de soja em áreas florestais. Entretanto, esses produtores utilizavam a pecuária para desmatar, e depois usar a terra para a plantação. Dessa maneira, percebe-se que, embora haja leis, a fiscalização é problemática, e flexibilizando-as, agravar-se-á os impactos ambientais.
Em primeiro lugar, é preciso enfatizar que o problema não se encontra na legislação, mas na falta de efetividade para o seu cumprimento. Assim, é possível analisar o grande descaso com o meio ambiente, bem como resultou no rompimento das barragens de Mariana e Brumadinho, os quais poderiam ter sido evitados, caso houvesse o cumprimento das leis. Entretanto, o governo trata as fiscalizações com muita negligência, priorizando a agropecuária que parece ser mais rentável.
Ademais, é necessário avaliar os interesses econômicos por trás da flexibilização das leis ambientais. Segundo o IBGE, a agropecuária é a atividade que ocupa mais da metade do Brasil. Porém, mesmo os grandes números apropriando a maior parte país, a maleabilidade das leis, tem como principal objetivo, a ampliação da agropecuária, visando os grandes números de importação dos seus produtos, e consequentemente seus lucros, ignorando a falta que a floresta faria.
Portanto, para que se concretize a harmonia entre a natureza e a economia, é preciso aproveitar a grande biodiversidade da Amazônia para lucrar, sem precisar desmatá-la. Assim, é preciso que o Governo Federal construa uma universidade pública na mata, e invista em curso que possam fazer proveito das milhares de espécies, como biologia, biotecnologia, farmácia, biomedicina e veterinária, para que, dessa forma, o Brasil cresça economicamente e ecologicamente.