Impactos da flexibilização das leis ambientais brasileiras

Enviada em 20/09/2019

A problemática ambiental tem início com a chegada dos portugueses, haja vista que viam o Brasil como colônia de exploração. Assim, o país era visto como fonte de matéria prima para os colonos, aumentando drasticamente o processo de degradação ambiental, não só para a retirada de insumos primários, mas também para a ocupação.Por isso, torna-se imprescindível a implantação de leis ambientais rigorosas e criação de reservas ambientais. Nos dias atuais, o Brasil possui leis e reservas, mas não contêm uma fiscalização adequada.

Eric Hobsbawn, dizia que se a humanidade pensasse que o único meio de alcançar a felicidade fosse por meio da acumulação de bens materiais, ela seria, portanto, uma espécie diminuta. Em analogia a esse pensamento, pode-se inferir que a problemática ambiental atual está intrinsecamente ligada a essa visão de sociedade. Tendo em vista que a civilização moderna só pensa no lucro, pois têm a visão de quanto mais dinheiro, mais felicidade terá. Por isso, os grandes proprietários de terras matam aceleradamente os biomas brasileiros, colocando assim muitos em risco,  como a Mata Atlântica, que por dados do IBGE de 2010, é o bioma mais devastado no país, pois por se localizar no litoral, foi o primeiro encontrado pelos colonos e com a interiorização do território, o seu desmatamento só veio a crescer.

À luz desse debate, ainda infere dizer que a proposto governamental de flexibilização das leis ambientais é incompatível com a realidade ambiental que a sociedade brasileira vive hoje, visto que o país é uma referência mundial na atividade de mineração, sendo essa uma das que mais agridem o meio ambiente. Haja vista que o Brasil em um intervalo de tempo de três anos foi palco de dois desastres ambientais que, provocados pela mesma empresa, aconteceram em Mariana e Brumadinho, ambas localizadas no estado de Minas Gerais. Assim, essa estratégia do governo, além de não ser ecologicamente correta, bipolariza a sociedade brasileira e ainda abre espaço para que mais acidentes como esses venham a ocorrer.

Desse modo, com o fim de combater a problemática da flexibilização das leis ambientais, é imprescindível que as ONGs, os orgãos ambientais federais e o Ministério do Meio Ambiente entrem em acordo. Portanto, o Ministério do Meio Ambiente deve administrar o setor possibilitando que o trabalho de fiscalização das ONGs e dos orgãos ambientais seja facilitado. E, também, cabe as escolas o desafio de propor programas de conscientização ambiental e aulas especiais com a essa temática, como gincanas. Assim, gera-se um população consciente e uma fiscalização efetiva para que preservação ambiental venha acontecer de fato.