Impactos da flexibilização das leis ambientais brasileiras
Enviada em 22/09/2019
Em 2015, umas das mais graves tragédias que o Brasil e o mundo presenciaram, o rompimento da barragem de Mariana, e, pouco mais de três anos depois, o rompimento da barragem em Brumadinho. Crimes ambientais que foram causados pela falta de fiscalização adequada de empresas privadas para maior lucro e que impactaram negativamente a vida de muitas pessoas. Além da perda de vidas, os solos, água e vegetação sofreram consequências irreversíveis com as leis ambientais atuais, se estas fossem flexibilizadas, os impactos provavelmente seriam muito piores.
Desde a Primeira Revolução Industrial, na Inglaterra, o homem começou a olhar a natureza com outros olhos, não apenas como uma forma de sustentar e alimentar uma sociedade mas como valor de troca, um produto. No Brasil não foi diferente, a sociedade brasileira queria alcançar as grandes potências econômicas e, para isso, permitiu a industrialização e instalação de industrias estrangeiras no território. Atualmente, é possível observar que o resultado não foi muito favorável ao meio ambiente, mesmo com leis rigorosas, o desmatamento, a poluição da água, do ambiente e do ar tem aumentado cada vez mais e ,como resultado, percebem-se as mudanças climáticas cada vez mais frequentes.
Em agosto de 2019, o Brasil presenciou o início da maior queimada já vista na Floresta Amazônica atingindo até a cidade de São Paulo, trazendo escuridão total no meio da tarde. Muitos representantes se pronunciaram, porém nada foi feito para prevenir casos como esses que prejudicam a rotina e o bem estar de muitos habitantes. As consequências climáticas dessas ações são inúmeras, como aquecimento global, que tem aumentado cada ano,e inversão térmica, comum em centros urbanos. Estas são apenas algumas consequências dos impactos ambientais causados por homens que tem tendência a piorar com o passar dos anos.
Desse modo, é necessário que os órgãos federais, como os Ministérios do Meio Ambiente e da Justiça, juntamente com os civis, através das ONG’s, considerem os casos já existentes e seus impactos antes de, de fato, autorizarem qualquer lei que flexibilize as leis ambientais atuais e que haja uma maior fiscalização das políticas atuais. É fundamental também que, através dos Ministérios da Educação e Saúde, sejam implementadas palestras para as pessoas pelo Brasil sobre os resultados das explorações ambientais intensas, recordando-as de que são esgotáveis, que podem afetar a saúde da sociedade direta ou indiretamente e incentivando que cobrem seus governantes ações mais rígidas acerca das leis ambientais. Após os fatos apresentados fica claro que flexibilizar as leis não vai melhorar a situação ambiental do Brasil, pois se for feita há maiores chances dos casos de Brumadinho e Mariana se repetirem, podendo ter consequências ainda maiores.