Impactos da flexibilização das leis ambientais brasileiras
Enviada em 30/09/2019
Durante toda sua história, o Brasil foi um país marcado pela dualidade entre exploração dos recursos naturais e o lucro. Como exemplo temos o período colonial no qual a mata atlântica foi devastada pela monocultura de cana-de-açúcar. Visto isso, é evidente que ao decorrer da história brasileira os governos tivessem preocupações com o meio-ambiente. Entretanto, há uma nova corrente de pensamento em relação as leis já estabelecidas, procurando uma flexibilização. Se por um lado a flexibilização das leis ambientais podem trazer benefícios econômicos, por outro lado pode trazer malefícios permanentes ao meio ambiente brasileiro, trazendo um prejuízo tremendo ao longo prazo na fauna e flora Brasileira.
O Brasil é um dos países com as maiores diversidades ambientais. Apenas na amazônia existem milhares de espécies animais e vegetais e outras tantas que sequer foram catalogadas. Visto isso, é evidente que dentro de cada bioma brasileiro haja uma série de recursos exploráveis e lucrativos, como por exemplo o Nióbio - Importante metal na fabricação de chips eletrônicos de alto valor agregado - no qual o Brasil detém 98% das reservas mundiais. As leis ambientais brasileiras são bem rígidas e mundialmente elogiadas, porém em tempos de crise há uma certa lógica em considerar a flexibilização dessas leis visando a exploração dos recursos naturais tão abundantes em terras brasileiras. Sendo assim, talvez a flexibilização das leis ambientais possam beneficiar o país no âmbito econômico.
Por outro lado, o Brasil sempre teve problemas com a exploração desenfreada dos recursos naturais. Desde o inicio da sua colonização com a extração predatória do pau-brasil - que praticamente extinguiu o espécime do país - até os dias atuais, no qual o desmatamento e queimadas na amazônia são parte do debate mundial. Mediante a isso, há uma desconfiança por parte da comunidade internacional em relação as intenções da flexibilização. Parte da cúpula da ONU desaprova a ideia, que precisaria ser muito bem executada - e fiscalizada - para que dê certo. Caso contrário, além de sofrer sanções por parte da ONU, o país corre risco de depredar suas abundantes riquezas naturais, uma perda que supera em muito qualquer lucro material.
Por fim, a flexibilização pode impactar de forma positiva ou negativa no país. Sendo extremamente necessário um cuidado gigantesco do governo federal com relação ao projeto para que haja um impacto positivo. Dessa maneira, cabe ao governo federal em parceria com ONGs fiscalizar muito bem a exploração dos recursos naturais numa possível flexibilização. Para que haja um avanço econômico mas nunca se desprendendo da exploração sustentável dos recursos naturais.