Impactos da flexibilização das leis ambientais brasileiras
Enviada em 05/10/2019
No Romantismo nacionalista de José de Alencar ao modernismo explícito de Jorge Amado, vê-se a literatura a serviço das causas sociais. Realmente, escritores como estes retrataram como a sociedade pode ser uma barra de ferro que aprisiona o indivíduo. Nesse sentido, é fato que, atualmente, tal realidade é representada na medida em que as flexibilizações das leis ambientais é uma ótica efetiva no Brasil. Assim, é pertinente analisar a ausência de um desenvolvimento sustentável no país e o aumento das destruições de ambientes naturais.
Sobretudo, é importante evidenciar a falta das práticas ecológicas no desenvolvimento do país. Análogo ao documento “Nosso Futuro Comum”, o desenvolvimento sustentável é aquele que satisfaz as atuais necessidades de uma sociedade sem comprometer o bem-estar futuro. Nesse contexto, tal teoria é encontrada deturpada no Brasil, na forma em que a população e o governo, diariamente, utilizam de práticas degradantes como o desmatamento, as poluições e o descaso natural como forma de crescimento e elevação social. Dessa forma, são formados indivíduos que não possuem mentalidades ambientais empáticas.
Outrossim, o aumento das liberdades presentes em leis ambientalistas brasileiras favorecem destruições de ambientes ecológicos no país. Consoante aos conceitos estabelecidos por Annie Leonard na obra “A História das Coisas”, os abusivos padrões de vidas atuais dos seres humanos com a natureza, geram consequências devastadoras para o ambiente. De fato, tais preceitos são comprovados no Brasil com os casos das queimadas, dos desmatamentos de ecossistemas e das destruições de espécies presentes em todo território nacional durante as últimas décadas. Assim, consequências negativas para todo a esfera vegetal e animal no Brasil são geradas.
Tendo em vista a problemática debatida, fica evidente que medidas devem ser tomadas. Logo, cabe ao Ministério do Meio Ambiente -principal responsável pela manutenção ambiental do Brasil-, através de parcerias com ONGs florestais e naturais nas cidades brasileiras, desenvolver políticas públicas nas formas de ações e práticas para reforçar leis ambientalistas e modificar mentalidades destrutivas da população, com o objetivo de diminuir o desenvolvimento não sustentável e as degradações naturais, a fim de criar uma sociedade mais justa e natural. Somente assim, o aprisionamento em barras de ferro do brasileiro poderá, com o tempo, ser revertido.