Impactos da flexibilização das leis ambientais brasileiras

Enviada em 10/10/2019

Desde os tempos do descobrimento do Brasil pelos portugueses, se desmata neste país. Diferentemente da colonização inglesa nos Estados Unidos por exemplo, Portugal fez do Brasil uma colônia de exploração, inicialmente de Pau-Brasil e anos depois, com a colônia mais estabelecida, de recursos minerais como o ouro. Portanto, ao longo de toda a história, há neste país a cultura do desmatamento. Porém, com a evolução científica, perceberam-se não só no Brasil, mas no âmbito mundial, as consequências do desmatamento e das ações humanas no meio ambiente, tendo em vista a extinção de várias espécies de seres vivos, queimadas em biomas que não tem características de incêndios naturais como a Amazônia, além do derretimento crescente das calotas polares, entre outras consequências.

Nos últimos tempos, o Brasil vinha sendo exemplo por uma lei ambiental que protege sua fauna e flora, sendo um país com boas práticas ambientais. Contudo, com o governo que tomou posse em 2019, há alguns sinais claros que as leis ambientais estão sob ameaça. Um dos principais apoios recebidos na campanha do presidente Jair Bolsonaro, foi o da bancada ruralista, que tem interesses no desmatamento da floresta amazônica para práticas de agricultura e pecuária intensivas, tendo como prova a atual disputa por terras e as queimadas frequentes na região.

Em contrapartida, as nações mais desenvolvidas, no geral, vem aumentando suas políticas ambientais por um senso comum e acordado em conferências como a ECO-92, que foi feita a agenda-21, onde os países se comprometeram com metas de diminuir a emissão de gases prejudiciais à ca,ada de ozônio e diminuição do desmatamento.

Diante do exposto, conclui-se que é preciso o Brasil se adequar ao rumo da humanidade e melhorar suas políticas ambientais, além de ter a humildade para acatar às cobranças feitas por países como França e Alemanha, por ter a possibilidade de angariar recursos para a preservação da Amazônia vindos desses países, servindo como uma moeda de troca para o desenvolvimento da nação. Portanto, é proposto que as ONG’s difundam e divulguem com mais ênfase as consequências da ação humana no planeta, e que ganhem mais espaço nas redes de televisão aberta para propaganda. Também é necessária maior divulgação do Ministério da Educação e Cultura (MEC) da preservação ambiental das riquezas naturais do Brasil nas escolas, a fim de que o Brasil forme cidadãos com tal consciência.