Impactos da flexibilização das leis ambientais brasileiras
Enviada em 17/10/2019
“Minha terra tem palmeiras, onde canta o sabiá”. A Canção do Exílio, de Gonçalves Dias, exalta a expansiva fauna e flora do território brasileiro. No entanto, na contemporaneidade, tal sustentabilidade dessa diversidade do país encontra-se precária, devido à flexibilização das leis ambientais. Isso ocorre em relação a influência capitalista e o desinteresse dos cidadãos à problemática.
Desde que o filósofo escocês Adam Smith cunhou as bases do liberalismo na sua obra “A riqueza das nações”, o lucro configurou-se como alvo principal do sistema capitalista. Com isso, devido à flexibilização das leis ambientais, moldadas e adaptadas, de forma a satisfazer legalmente os anseios das indústrias, a importância pelo lucro proporcionou a expansão da atividade agrícola e a exploração da flora brasileira. Consequentemente, refletindo para que algumas espécies possa adentrar a extinção e o desmatamento elevar em alto índice.
Além disso, destaca-se, ainda, o descompromisso dos cidadãos como impulsionador do problema. Conforme defende Zygmunt Bauman, a sociedade passa a ter como centro a existência do individualismo, no qual essa fase é marcada por uma expansiva autonomia do homem em relação à vida social. Em decorrência desse alto índice de individualismo, as pessoas acabam, na maioria das vezes, não se importando com os impactos que essa flexibilização das leis ambientais influencia na sociedade, no meio ambiente e nas próximas gerações.
Infere-se, portanto, que a influência do capitalismo e o descompromisso da parcela da sociedade induz para a diminuição do potencial sustentável brasileiro. Nesse sentido, as organizações não-governamentais, em parceria com a mídia, devem, nos meios de comunicação, propagar mensagens que mostram à importância da preservação ambiental do país, mostrando os malefícios que a flexibilização das leis ambientais influencia na sustentabilidade. Ademais, o Ministério da Educação, juntamente com as escolas, promover projetos pedagógicos (palestras, documentários, filmes), a fim de desconstruir a desvalorização ambiental.