Impactos da flexibilização das leis ambientais brasileiras
Enviada em 19/02/2020
O capitalismo não tem como foco a preservação ambiental e isto começou a ser debatido a pouco tempo. Apesar de ser um assunto que alerta sobre as consequências desse imprudente gasto de recursos naturais, poucos países, como a Suécia, tem adotado um sistema sustentável dos meios de produção. Infelizmente o Brasil está longe de levar este debate a sério e recentemente, tragédias relacionadas ao descaso de grandes corporações com o meio ambiente levou a destruição de duas cidades, Brumadinho e Mariana, e a morte de centenas de pessoas.
As vulneráveis leis brasileiras, estão cada vez mais ameaçadas pelos interesses daqueles que visam apenas lucro. Empresas participam ativamente em decisões ambientais, e em um cenário corrupto como o brasileiro, passam a definir de acordo com suas necessidades de mercado aquilo que deve ou não ser aprovado.
Porém, o real problema está na fiscalização daqueles que desrespeitam a lei. Não soluciona os problemas uma punição deliberadamente dura se os culpados não são denunciados. Todo ano a Amazônia, uma das maiores florestas do mundo, sofre cerca de 8 mil km² de desmatamento, principalmente por conta da exploração madeireira e pecuária, e ninguém é responsabilizado.
Desse modo, observa-se que as questões ambientais estão apoiadas na falta de responsabilidade do governo. Empresas, sejam elas privadas ou estatais, que usam de recursos naturais para sua produção, deveriam passar por rigorosas inspeções a fim de constatar como, onde e quando o produto foi feito. Para evitar influências comerciais, as leis ambientais deveriam ser pensadas por ambientalistas (escolhidos democraticamente), que entendem o peso de escolhas contra a natureza.