Impactos da flexibilização das leis ambientais brasileiras
Enviada em 01/04/2020
Fome e extermínio. Esta é a verdadeira adjetivação para a flexibilidade das leis ambientais brasileiras. De um lado escassez e miséria de outro extinção e morte de muitos animais, até quando essa brecha das normas vai ser considerada normal?
Primeiramente, essa flexibilidade das leis ambientais afeta principalmente as pequenas comunidades. O filme “O menino que descobriu o vento”, baseado em fatos reais, deixa bem claro essa realidade. Isso porque, a trama toda se desenvolve na dificuldade da fome e da miséria quando a floresta perto de suas plantações é desmatada, sem chuva durante meses a lavoura não se desenvolve, deixando a comunidade inteira com escassez de alimento. Mostrando assim o impacto que a população sofre com essa maleabilidade, um fato triste e real.
Em segundo lugar, no Brasil não é diferente, os animais também sentem o impacto dessa flexibilidade das leis ambientais. Um exemplo disso no âmbito terrestre é a usina hidrelétrica de Balbina na Amazônia, que ainda em formação já era considerada um desastre ambiental por especialistas, e mesmo assim não pararam a construção. A consequência disso, foi que apenas 0,7% das ilhas do reservatório ainda continham uma comunidade diversificada de espécies. Deixando explicito o quanto essa tolerância é um problema para todo o mundo.
Com isso, é claro que a flexibilidade nas leis ambientais causa impactos ruins no mundo inteiro. Então, o governo deve aumentar as fiscalizações por meio de leis que haja inspeção de lugares desmatados ou de possíveis desastres ambientais, para que o que aconteceu em Balbina e na África não ocorra novamente e nem no Brasil. Além disso, essa fiscalização também deve obrigar em que os lugares desmatados sejam reflorestados, para que as comunidades vizinhas não sejam afetadas. Assim essa indulgência deixará de ser considerada “normal” e ninguém sairá afetado