Impactos da flexibilização das leis ambientais brasileiras
Enviada em 09/05/2020
Na animação “Walle”, é mostrada a situação da Terra depois da humanidade exaurir toda sua riqueza natural. No entanto, fora do mundo cinematográfico, o Brasil e o planeta têm sofrido com a exploração antrópica que mantém o desprezo às consequências de tais ações. Diante disso, valida-se a discussão acerca dos impactos de flexibilizar as leis ambientais no Brasil como marcadas pelo crescimento econômico capitalista, acarretando na degradação irreversível da natureza.
Em primeira análise, o retorno econômico, que alicerçam o capitalismo, é um dos principais contribuintes para o interesse em flexibilizar as leis ambientais que, em vista disso, tenta legalizar a exploração de áreas atualmente preservadas no país. Nessa perspectiva, segundo a Procuradoria do Meio Ambiente, 80% de toda área amazônica desmatada é usada para a pecuária, ao passo que os idealizadores dessas mudanças nas leis vêm da banca ruralista, de acordo com o Congresso nacional. Em vista disso, fica explícito que tais alterações estão pautadas em questões monetárias, haja vista a relação estreita entre idealizadores e beneficiários, distanciando-se da importante preservação ambiental.
A posteriori, em consequência dessa flexibilidade legal, haverá um salto na degradação das áreas preservadas e, com isso, a natureza sofrerá maiores danos irreversíveis. Nesse ínterim, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) mostrou que mais de 600 espécies de plantas e animais podem desaparecer devido ao desmatamento no Brasil, o que impossibilitará a renovação dos recursos vitais em todo o território, explicados pelos ciclos biológicos do planeta. Destarte, a preservação do meio ambiente não é uma preocupação quando se fala em economia, evidenciado não só pelo interesse capitalista, mas pelo permanente risco enfrentado pelos ecossistemas nacionais.
Depreende-se, portanto, que a flexibilização das leis ambientais brasileiras apresenta entraves que precisam ser sanados. Assim, é fundamental que o Estado, junto ao Pnuma, por meio de investimentos financeiros, proponha a criação de projetos de desenvolvimento econômicos sustentáveis, com palestras e consultorias ministradas por especialistas na área, focados para produtores dependentes dos espaços naturais. Tal medida aparece com o intuito de viabilizar uma boa relação entre economia e natureza no Brasil, impedindo a degradação irreversível e mantendo as áreas preservadas importantes para a manutenção vital do meio ambiente.