Impactos da flexibilização das leis ambientais brasileiras
Enviada em 12/06/2020
“Nossas várzeas têm mais flores, nossos bosques têm mais vida, nossa vida mais amores”, esse trecho do poema de Gonçalves Dias exausta a beleza natural brasileira. Conquanto, essa vem sendo ameaçada devido a flexibilização das leis ambientais. Nesse sentido, é premente analisar como esse afrouxamento afeta os corpos hídricos, assim como a imagem mundial da nação.
Em primeira análise, é lícito postular como o Novo Código Florestal afeta os rios brasileiros. De acordo com a zoóloga da Universidade Federal de São Paulo, Lilian Casatti, a mata ciliar -aquelas situadas as margens dos rios- são fundamentais para evitar a eutrofização e, consequentemente, a morte dos animais, e, ainda, manter a qualidade da água, uma vez que diminui a quantidade de sedimentos no fluxo. Entretanto, a Nova Ordem diminui a metragem obrigatória desse tipo de vegetação e, concomitantemente, contribui para a morte dos animais aquáticos e com a poluição hídrica por sedimentação.
Outrossim, é importante destacar o prejuízo para a reputação nacional. Segundo o Jornal Estadão, a empresa Vale foi excluída do Fundo Noruega, instituição detentora do maior capital mundial e responsável por investimentos empresariais. Ainda, conforme o conselho executivo responsável, essa restrição justifica-se pelo fato de tais empresas terem causados vários danos ao meio ambiente nos últimos anos. Como por exemplo, o caso do rompimento da barragem de Brumadinho em 2019, o qual deixou 270 mortos e foi a responsável pela contaminação do solo e águas da região, segundo a BBC News. Desse modo, é evidente que além do prejuízo na fauna e flora, a imagem brasileira fica deteriorada internacionalmente.
Portanto, faz-se necessário a adoção de medidas aptas a culminar com os reflexos maléficos da cedência dos regulamentos ambientais. Logo, urge a reformulação do Código Florestal, por intermédio da maior parcela dos tributos, a partir da proposição de medidas as quais garantam a vitalidade natural, pelo Ministério do Meio ambiente, com o objetivo de preservar a natureza e promover uma imagem verídica de uma nação pro ambientalista. Dessa forma, será possível o sentimento de contemplação natural escrita no poema Canção do Exílio de Gonçalves Dias.