Impactos da flexibilização das leis ambientais brasileiras
Enviada em 27/06/2020
No período colonial brasileiro, recursos naturais foram altamente explorados pelos portugueses que na época atuavam sem leis que exigissem limites para tai ações, trazendo por consequência a escassez de pau-brasil e a reduzida quantidade de ouro presente nos dias atuais. De maneira similar, na atualidade questões como a obtenção de lucros graças a contratos estrangeiros, bem como a falta de discussão sobre o assunto, acarretam nas flexibilizações constitucionais a respeito do manejamento do meio ambiente no país, fato que carrega consigo prejuízos para a própria nação.
Em primeiro lugar, o filósofo Habermas citou que o debate é a melhor maneira de se solucionar diversos problemas. Desse modo, ao analisar que o problema em questão pode trazer brechas para casos como o de Mariana e Brumadinho, - onde barragens foram destruídas gracas força da natureza e a negligência humana - fatalidade que dizimou a vida de pessoas inocentes, juntamente com suas moradias e sonhos. Assim, é perceptível que o olhar da sociedade para situações como essas ainda é falho, mostrando que o debate estabelecido por Habermas está longe de acontecer.
Sob esse viés, a intensa retirada de elementos ambientais é preocupante dentro dessa temática, assim como assegura a sinopse do filme “Onde está Segunda?”. Dentro da ficção citada, pessoas são executadas a mando do governo com a finalidade de almejarem a diminuição da poluição excessiva, falta de matéria prima, ambientes precários, etc. Tais “respostas” se deviam por causa da superlotação de pessoas na terra, segundo os responsáveis pelas mortes mencionadas. De mesmo modo, a indagação pode vir a aparecer: o que será feito e que medidas serão tomadas por autoridades que exploram a natureza sem pensar no dia de amanhã? Por ventura solucionarão o caso como a ficção produzida utopicamente solucionou?
Portanto, é mister que ações sejam tomadas para a alteração do quadro atual. Sendo assim, o Ministério do Meio Ambiente associado a instituições de ensino deve promover debates dentro e fora da grade escolar dos alunos de todas as redes. Para isso, o evento deve contar com palestrantes e profissionais da área em destaque, a fim de que a conscientização acerca dos bens renováveis e seus limites sejam respeitados, e comecem desde cedo na cidadania. Em suma, por meio da conversação e do conhecimento dos envolvidos é que a problemática poderá tomar um novo rumo a seguir e dessa forma, o futuro de gerações vindouras não será comprometido.